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Portugueses envolvidos com máfia jogos transferidos para Rio de Janeiro
- 2-May-2007 - 16:43
Os dois portugueses presos sob a acusação de envolvimento num esquema de exploração de jogos ilegais no Brasil foram transferidos para um quartel do Exército no Rio de Janeiro, disse hoje fonte da Polícia Federal.
Licínio Soares Bastos e Laurentino Freire dos Santos já prestaram depoimento à Justiça Federal do Rio de Janeiro.
Eles foram transferidos de Brasília para o Rio de Janeiro, porque o Supremo Tribunal Federal (STF) desmembrou o inquérito da chamada "Operação Hurricane" (furacão) da Polícia Federal, que desarticulou no mês passado uma quadrilha especializada na venda de sentenças para beneficiar o funcionamento de casas de jogos no Brasil.
A parte do inquérito referente aos cinco acusados que possuem foro privilegiado ficou no STF e o restante passou para a responsabilidade da 6ª Vara Federal do Rio.
De acordo com a imprensa brasileira, Licínio Bastos e Laurentino dos Santos seriam sócios numa casa de jogos no Rio de Janeiro e são suspeitos de usar empresas legais do sector de hotelaria e turismo para branquear milhões movimentados pelo grupo no Brasil ou enviá-los para o exterior.
A Polícia Federal estima em cerca de 200 milhões de dólares os valores movimentados no exterior pelo grupo envolvido com a máfia dos jogos.
Os dois são acusados ainda de negociar sentenças judiciais favoráveis aos interesses das empresas de jogos com magistrados no Rio de Janeiro.
Licínio Bastos chegou a ser indigitado, no ano passado, para cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.
A sua nomeação, todavia, não chegou a ser formalizada junto do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, pelo que, tecnicamente, segundo o embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, Bastos não exercia as funções de cônsul honorário.
Um funcionário do serviço consular da embaixada de Portugal em Brasília esteve já em contacto pessoal com os portugueses detidos.
De acordo com a embaixada, "os serviços consulares portugueses no Brasil prestarão aos detidos a assistência que é habitual em casos idênticos".

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