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  Brasil
Luanda quer rectivar zona de cooperação do Atlântico Sul
- 2-May-2007 - 17:39


Angola quer reactivar politicamente a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZPCAS) que se encontra "adormecida" desde 1998, altura em que se realizou a sua última conferência ministerial, anunciou hoje fonte governamental.


"Foi Angola que sensibilizou os países africanos no sentido de reactivar esta zona de paz e cooperação", adiantou hoje o chefe da direcção dos Organismos Internacionais do Ministério de Relações Exteriores (MIREX) angolano, Virgílio Faria.

O responsável convocou hoje os jornalistas para dar conta dos preparativos da VI Conferência da ZPCAS que se realiza nos dias 18 e 19 de Junho em Luanda, altura em que Angola assumirá a presidência da organização.

Criada em 1986 por decisão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a ZPCAS tem a Argentina como presidente desde 1998, devido ao facto de nunca mais os 24 Estados membros se terem voltado a reunir.

Para além de Angola, fazem parte desta zona de paz outros países de língua oficial portuguesa, como Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau e São Tomé e Príncipe.

"Angola está a reactivar a organização que enfraqueceu depois de 1998", por considerar que ZPCAS pode desempenhar um papel importante no domínio do comércio, turismo, pescas e mesmo em termos de futuras missões de paz.

Além disso, o executivo de Luanda considera que a organização pode também desempenhar um papel importante no combate ao narcotráfico.

"Há uma rota proveniente do Brasil, Uruguai ou Argentina que desemboca em África. Se houver uma cooperação (entre os países) e um banco de dados (comum), torna-se mais difícil para os traficantes", disse Virgílio Faria.

A ZPCAS tem estado mais activa este ano, tendo-se já realizado dois seminários, estando o terceiro agendado para este mês na Argentina, onde se irão discutir temas relacionados com o direito do mar e com o ambiente, incluindo recursos sustentáveis e genéticos e biodiversidade.

Fazem parte da organização os seguintes países: África do Sul, Angola, Argentina, Brasil, Benin, Camarões, Cabo Verde, Congo- Brazzaville, Costa do Marfim, Guiné-Equatorial, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné-Bissau, Libéria, Namíbia, Nigéria, RD Congo, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Togo e Uruguai.


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