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«Reputação país depende maior controlo sector financeiro»
- 8-May-2007 - 19:13
Cabo Verde deve fortalecer a regulação e supervisão do sector financeiro, em particular contra lavagem de dinheiro e financiamento de actividades ilícitas, para manter a "boa reputação" que o país tem, recomendou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A recomendação é feita no relatório da segunda revisão do programa de Instrumento de Apoio às Políticas (PSI, na sigla em inglês), hoje divulgado, em que o Fundo traça um cenário optimista para a evolução da economia cabo-verdiana, mas lança alertas.
"O desenvolvimento do sector financeiro tem de ser feito de forma prudente e em conformidade com as melhores práticas internacionais", afirma o sub-director do FMI, o brasileiro Murilo Portugal, no referido documento.
"Para salvaguardar a boa reputação de Cabo Verde, é importante que as autoridades avancem com reformas que fortaleçam a regulação e a supervisão do sector financeiro", adianta.
As reformas, prossegue, devem "incluir o sector do off-shore" contemplar "provisões contra a lavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo".
Também de "importância crítica", diz o Fundo, é a resolução de dos atrasos nos pagamentos atrasados do sector público.
"O governo está a preparar um número importante de reformas para melhorar a gestão do sector financeiro, incluindo medidas para fortalecer a implementação orçamental, processos de auditoria e o código fiscal - incluindo uma muito necessária dinamização das isenções fiscais", afirma Murilo Portugal.
Em termos orçamentais, o arquipélago está dentro dos objectivos definidos no âmbito do programa PSI, para um período de três anos.
"Cabo Verde continua a demonstrar uma forte performance económica, suportada no empenho das autoridades em manter políticas macro-económicas sãs e avançar com uma vasta gama de reformas estruturais", afirma o director-adjunto do FMI.
O crescimento do arquipélago, recentemente revisto em alta, "está a ser reforçado por aumentos significativos no investimento directo estrangeiro, em particular no sector do turismo".

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