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Governo satisfeito com a China quer melhorar relações com UE e América
- 10-May-2007 - 17:30
Angola está satisfeita com a relação com a China, mas quer melhorar o entendimento com a União Europeia (UE) e os países do continente americano para desenvolver a sua economia, afirmou a vice-ministra das Relações Exteriores.
Irene Neto, que discursava em Washington durante a conferência do "Dia de Angola", adiantou, segundo a agência de notícias angolana, Angop, que "o principal desafio" da diplomacia de Luanda "consiste no incremento de um novo tipo de relações com a sociedade internacional".
"Mesmo sem ter os dados completos, posso já avançar que o valor dos prejuízos (causados pela guerra em Angola) ultrapassa as capacidades financeiras e técnicas de qualquer país", sinal de que na reconstrução de Angola há espaço para os investimentos de todos os que desejem ajudar na reconstrução, disse a vice-ministra das Relações Exteriores para a Cooperação.
Angola pretende evoluir rapidamente de país destinatário da ajuda humanitária internacional para parceiro de negócios, disse Irene Neto à plateia reunida no Woordrow Wilson Center na capital dos Estados Unidos.
O aprofundar da diplomacia bilateral com alguns países, nomeadamente com a China, disse a governante angolana, derivaram do facto de Angola não ter conseguido internacionalmente o financiamento para a sua tão necessitada reconstrução depois de 27 anos de guerra civil.
Para isso, o país desenvolveu uma diplomacia económica pragmática dirigida a todas as regiões que lhe possam trazer mais valias, acrescentou a vice-ministra.
"As excelentes performances económicas alcançadas por vários países asiáticos podem inspirar e confortar o nosso próprio desempenho económico, o que justificou a frutífera aproximação com países como a China, Coreia do Sul, ou a Índia", afirmou.
Irene Neto destacou que em relação à China o governo de José Eduardo dos Santos está "plenamente satisfeito" com as relações económicas, comerciais e financeiras existentes actualmente entre os dois países.
Uma satisfação baseada em interesses comuns e no respeito mútuo que permitiu rapidamente estabelecer fortes relações comerciais entre as duas nações.
"Actualmente, Angola é o primeiro parceiro comercial da China e a margem de progresso desta parceria é bastante confortável", acrescentou.
Quanto a outras áreas geográficas, a vice-ministra salientou que o facto de alguns dos parceiros tradicionais da cooperação bilateral angolana se encontrarem na Europa, como é o caso de Portugal, propicia uma mais valia para melhorar as relações com a UE.
Quanto ao continente americano, a vice-ministra adiantou que Angola mantém "relações antigas com certos países da região que sempre se destacaram como aliados valiosos no tratamento e defesa (Ó) das posições multilaterais" assumidas pelo governo angolano.
A responsável governamental angolana não mencionou a que países se referia, se ao aliado histórico cubano, se ao parceiro económico brasileiro ou ao mais recente amigo norte-americano.
No entanto, sempre acrescentou que o advento da paz trouxe com ele um ambiente mais favorável para uma aproximação com vários estados do continente americano.

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