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Arágua e Carabobo preparam feira de negócios luso-venezuelana
- 12-May-2007 - 14:14
Os governadores dos Estados venezuelanos de Carabobo e Arágua, Acosta Carlés e Didalco Bolívar, aceitaram sexta-feira um desafio lançado pelo embaixador português em Caracas, João Caetano da Silva, de organizar até finais de 2007 uma feira de negócios luso-venezuelana.
"Há muito tempo que tínhamos a aspiração de fazer uma feira de negócios com Portugal, como já fizemos com o Brasil, a Argentina e vários países de Europa", disse à Agência Lusa o governador de Arágua, Didalco Bolívar, ao finalizar um encontro com o embaixador João Caetano da Silva.
"Os araguenhos estávamos à espera disso e pela primeira vez a Embaixada de Portugal oferece a materialização desse desejo", disse.
O governador precisou que o objectivo da feira será "criar associações estratégicas com capital de financiamento comparticipado, tanto público como privado".
Por outro lado explicou que a comunidade portuguesa local tem "uma relação permanente e solidária" com as autoridades regionais e que toda a área de mercado de alimentos, padarias e comércio de serviços depende dos portugueses.
"A construção dos últimos centros comerciais e supermercados demonstra que a existência de projectos de capitais mistos permitiu que a comunidade portuguesa detenha a maioria do capital na área de alimentos no Estado de Arágua", disse.
Sublinhou ainda que "Arágua não é um Estado petrolífero.
"O nosso petróleo somos nós: os araguenhos, os portugueses e os imigrantes, esse povo que se levanta com trabalho e transforma o seu esforço em capital privado e que é respeitado pelo sector público", disse.
O embaixador de Portugal em Caracas, João Caetano da Silva, explicou à Lusa que também no Estado de Carabobo o governador Acosta Carlés aceitou uma proposta da Embaixada para organizar, naquela região, uma feira de negócios luso-venezuelana.
"Tive uma reunião longa de trabalho com o governador de Carabobo. Falámos sobre a forte presença da numerosa comunidade lusa, sobre a experiência empresarial portuguesa em diversos sectores, como os plásticos, alumínios, construção civil e transportes marítimos e terrestres", disse.
"Tive a oportunidade de apelar ao senhor governador para incluir e fazer participar os empresários portugueses nos projectos que o Estado venezuelano e o governo da região têm em mente para o futuro. Ele concordou e propôs por sua iniciativa fazer um encontro de negócios", acrescentou.
Para o diplomata, "este é um bom caminho para o futuro e um caminho que tem de ser percorrido em constante diálogo com as autoridades, transmitindo uma mensagem de que os portugueses querem colaborar e participar no futuro da Venezuela".

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