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Diplomacia angolana defende posições consensuais na União Africana
- 12-May-2007 - 18:08
A contribuição de Angola na X sessão extraordinária do Conselho Executivo da União Africana (UA) ficou marcada pela defesa dos interesses estratégicos da diplomacia nacional e no apoio as posições que contribuem para a melhoria do funcionamento da União, disse hoje à Angop o embaixador angolano na UA, Manuel Augusto.
Este diplomata representou o ministro angolano das Relações Exteriores no seminário de reflexão sobre o futuro da organização continental, na reunião do Conselho de Paz e Segurança e na X sessão do Conselho Executivo, realizadas em Durban, África do Sul, de oito à 11 de Maio deste ano.
Sobre a contribuição de Angola nesses três eventos, o diplomata disse que o país procura sempre imprimir uma contribuição positiva na discussão dos grandes assuntos que são postos a mesa da UA.
"Nesta reunião o país apoiou as decisões que iam de encontro aos interesses estratégicos da diplomacia angolana, mas também as posições que contribuem para a melhoria do funcionamento da UA e para a edificação dos objectivos que estão preconizados ao nível da União", afirmou Manuel Augusto.
Ao tecer considerações relativas ao debate de reflexão sobre o futuro da UA, frisou que Angola entende que a criação de um governo da União rumo aos Estados Unidos de África é um objectivo nobre e exequível. Contudo, realçou que as autoridades angolanas defendem que o mesmo só poderá ser atingido, através de uma estratégia gradual, ou seja, é preciso cumprir com alguns pressupostos para a criação das estruturas continentais.
Nesta linha de pensamento, Angola pugna pelo reforço das Comunidades Económicas Regionais (CER), como base na integração política e económica africana. Neste aspecto, o país tem assumido um papel de liderança activa, quer na consolidação da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral SADC), quer na redinamização da Comunidade de Estados da África Central (CEAC).
O diplomata destacou ainda o facto de Angola ter o privilégio de pertencer a duas grandes regiões geopolíticas e económicas de África (SADC e CEAC).
Com base na experiência adquirida nesses blocos regionais, Angola entende que é preciso primeiro consolidar-se as estruturas nacionais, depois as regionais, para posteriormente apostar-se na integração continental.
Ao ser questionado sobre o relatório apresentando durante a Xª reunião do Conselho pelo presidente da Comissão da UA, Alpha Oumar Konaré, em que o mesmo solicita o reforço das competências e dos meios financeiros para esse órgão, Manuel Augusto disse que Angola defende, antes de mais, a necessidade de se fazer uma auditoria para que de uma forma objectiva se encontrem as soluções destinadas a imprimir maior pragmatismo na organização.
Por isso, sugeriu que só base dessa auditoria é que se poderá ver onde é que é preciso reforçar ou dotar a Comissão de mais meios, ou recursos humanos.
Explicou que depois de muita discussão foi aprovado os termos de referência e estabelecido um prazo máximo de seis meses para que o consultor a ser contratado apresente o seu trabalho.
Quanto a reunião sobre a crise vigente no arquipélago das Comores, realizada no dia nove deste mês, em Durban, o embaixador disse que a delegação angolana, na qualidade de vice-presidente do Conselho de Pas e Segurança da UA, participou activamente na deliberação e defendeu posições destinadas a busca de soluções políticas.
Na sua opinião, a história recente de Angola serve de referência e constitui um dos alicerces da sua posição que é a de se esgotar todas as formas de diálogo para a procura de soluções pacíficas e políticas nos vários conflitos em África e noutras partes do globo.
"Na reunião sobre as Comores Angola prestou uma participação activa e que teve alguma influência naquilo que foram as decisões e que apontam para uma intervenção rápida da UA, com vista a impedir a deterioração da situação e que garanta uma paz duradoura e sustentável", sublinhou Manuel Augusto.

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