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Espanha aplica 40 milhões de euros em projectos até 2008
- 18-May-2007 - 15:01
A Espanha vai despender 40 milhões de euros até 2008 em projectos de ajuda ao desenvolvimento em Angola, associados à saúde, educação e desenvolvimento rural, disse um diplomata de Madrid.
O actual protocolo de cooperação foi assinado em 2005 e prevê que 30 milhões de euros são financiados pelo governo central espanhol através da Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECI), enquanto os outros dez milhões são provenientes dos governos autónomos e das organizações não governamentais espanholas.
Alberto Quintana, coordenador adjunto da cooperação espanhola em Angola, disse que é natural que nos próximos anos os projectos de cooperação venham a aumentar.
"Com a chegada ao poder do governo socialista em Espanha, houve um relançamento muito grande do tema da cooperação", aumentando "o compromisso político de fundos" destinados a essa área, que deverá chegar, dentro de dois anos, "aos 0,5 por cento do Orçamento Geral do Estado", adiantou Quintana.
Além disso, é cada vez maior o interesse da cooperação espanhola por África, uma vez que a maior parte dos países da América Latina, destino tradicional das ajudas de Madrid, são hoje considerados de rendimento médio.
É por isso que nos últimos tempos, além dos destinos habituais - Guiné-Equatorial, Angola, Moçambique e em menor dimensão na Namíbia -, a Espanha tenha aberto escritórios oficiais de cooperação em Cabo Verde e Etiópia e se prepare para inaugurar outro no Mali.
No intuito de "ajudar o governo angolano a cumprir os Objectivos do Milénio" de combate à pobreza, Madrid desenvolve os seus projectos de cooperação sobretudo em três áreas: saúde, educação e desenvolvimento rural, explicou Alberto Quintana.
Esses "são os eixos principais, paralelamente, há outras intervenções mais pequenas no que toca a volume de recursos, no domínio da cooperação cultural, da ajuda de emergência (cólera, desminagem, merenda infantil) e do fortalecimento da sociedade civil", adiantou o diplomata.
"No passado, com a guerra, trabalhava-se onde se podia, agora, com a chegada da paz, tratámos de adoptar uma estratégia e concentrar mais o impacto dos fundos de que dispomos", explicou.
"Angola é um país muito extenso, com muitas necessidades e quase que havia argumentos para trabalhar em qualquer parte do território, mas fizemos um exercício de planificação estratégica e concentramos a cooperação em cinco províncias: Luanda, Malanje, Benguela, Huambo e Bié", disse Quintana.
No domínio da saúde, Espanha colabora com Angola no reforço dos cuidados primários de saúde, na formação de pessoal sanitário e em três especialidades: a oftalmologia, a pediatria e a luta contra a SIDA.
Quanto à educação, o governo espanhol apoia, sobretudo, a reforma educativa, incluindo actividades de alfabetização, bem como grandes projectos de formação profissional.
Finalmente, em termos de desenvolvimento rural o apoio é canalizado através de ONG que trabalham em microprojectos de apoio a pequenas comunidades.
Um desses projectos é particularmente acarinhado pela AECI, trata-se do desenvolvimento da comunidade de deslocados de Damba Maria, na província de Benguela.
"Trata-se de uma comunidade com muitas possibilidades de desenvolvimento porque estão perto da estrada entre Lobito e Benguela com uma estrutura social interessante", disse Alberto Quintana.
"Estamos a construir uma cooperativa e um centro de apoio às pescas. Este projecto de 700 mil euros já está a terminar, mas vai ser prolongado mais três ou quatro anos para que possa incluir apoio a serviços básicos, habitabilidade, acesso a água potável" entre outros, acrescentou o diplomata.

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