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Etanol pode projectar a economia e atingir 80% da quota mundial
- 6-Jun-2007 - 14:02
A economia do Brasil poderá ver no etanol uma plataforma de desenvolvimento acelerado. Segundo o presidente do Cambridge Energy Research Associates (Cera), Daniel Yergin, no futuro o etanol será uma das energias naturais mais requisitadas no Mundo e a quota brasileira poderá ascender aos 80% do mercado internacional.
Arménio Carvalho dos Santos
Apesar de actualmente o petróleo ter o monopólio energético, quando o etanol crescer “o Brasil será o maior exportador do Mundo”, diz Daniel Yergin. Atendendo ao crescente relacionamento diplomático e comercial entra os EUA e o Brasil, a mesma fonte “sugere” que o Governo de Lula terá cooperar com outros países para crescer sustentadamente. Referindo a importância das energias que muitas vezes resultam “em conflitos internacionais”, Daniel Yergin alertou ainda para tensão internacional com a Venezuela e o Irão.
Essa teoria de crescimento acelerado da economia brasileira não quer dizer, contudo, que o petróleo está a acabar. Antes pelo contrário, o presidente do Cera afirma que nos “10 anos que se seguem, o recurso à energia petrolífera irá aumentar cerca de 20%, sendo que os preços inflacionar-se-ão”.
Por outro lado, um jornal norte-americano fez um estudo em que realça o forte investimento de privados dos EUA no Brasil. O sector agrícola é aquele que mais acentua essa situação. A relevância da produção de etanol tem vindo, sucessivamente, a despertar o interesse internacional.
Refira-se que “a preocupação com mudanças climáticas despertaram uma demanda global por combustíveis alternativos e o Brasil tem o objetivo de dobrar sua produção de cana-de-açúcar para etanol na próxima década", como afirma o The Christian Science Monitorna na edição de hoje, sendo que a produção brasileira é mais eficaz que a dos EUA que produzem a partir do milho.
O mesmo trabalho reporta, contudo, a ressalva da necessidade de se criarem infra-estruturas mais adequadas. Os pequenos agricultores são aqueles que certamente sairão mais prejudicados, em função das empresas multinacionais.

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