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Lula defende o ambiente no G8 e tem consigo mais quatro países
- 8-Jun-2007 - 16:04
Hoje, em plena cimeira do G8 na Alemanha, Lula da Silva dará a conhecer a sua posição, partilhada por mais quatro países emergentes, acerca da necessidade de aliar o desenvolvimento da economia sem que as questões ambientais sejam descuradas.
Por Arménio Carvalho dos Santos
Alicerçando o seu discurso nas questões climáticas e na liberalização do comércio internacional, o presidente brasileiro, juntamente com o seu homólogo mexicano, Felipe Calderón, exporá o que a China, Índia e África do Sul, para além de Brasil e México, esperam dos países mais ricos.
Depois de se reunirem em Berlim, os países levam agora duas temáticas fundamentais para a reunião, a saber, a luta contra o aquecimento e o combate à pobreza mundial. Esta última surge depois da Organização Mundial do Comércio ter mantido negociações acerca das potencialidades do Brasil, no que concerne ao futuro dos recursos energéticos.
Ao que tudo indica, a perspectiva para Lula da Silva não era a mais animadora, uma vez que os últimos contactos revelaram conclusões muito genéricas. Em causa estão sobretudo os índices mínimos para a regulação da emissão de gases tóxicos.
Para o Brasil, que vê no etanol um recurso energético de futuro, seria benéfico um maior controlo ao petróleo que estimularia, por sua vez, o maior consumo do produto extraído da cana-de-açúcar.
Por conseguinte, Lula defendeu sempre que “é preciso ter num horizonte ao menos compromissos que nos permitam daqui a dez anos ou 15 anos ter mecanismos de protecção do nosso planeta”.
A cimeira do G8 serviu, também, para que os países membros defendessem a importância de apoiar financeiramente os países africanos para se diminuírem as assimetrias económicas e sociais.
Até 2010 o G8 comprometeu-se a colocar “os olhos” nos problemas que se fazem sentir no continente africano. Assim, um total de 6 biliões de dólares será distribuído durante 3 anos, pelo menos.

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