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Portugal e a Lusofonia são tudo, são alquimia
- 10-Jun-2007 - 0:04
Se os portugueses falarem em grande equipa e não em grande jogador, a sua força será, com certeza, invencível
Portugal e a Lusofonia não são nada. São tudo, são Alquimia! Há 900 anos, mais coisa menos coisa, um jovem chamado Afonso resolveu criar… Criar um povo, um grupo de seguidores que partilhassem os seus ideais de conquista. A forma como, em Zamora, o primeiro Rei de Portugal rubricou (e autografou, quiçá) o tratado com o Rei Afonso VII de Castela e Leão, marcou o nascimento de um modo de estar no Mundo.
Por Arménio Carvalho dos Santos
Assim, e depois de felicitar todos os lusófonos, gostaria de dizer que, caso houvesse Internet no século XII, o Notícias Lusófonas certamente teria publicado uma notícia acerca disso. Mas, como estávamos em plena idade média, os assessores de imprensa de D. Afonso Henriques provavelmente terão enviado um comunicado, no bico de um brioso pombo, até quem de interesse.
A verdade é que, aqui e agora, eu gostaria de destacar a capacidade comunicacional inata dos portugueses e povos que partilham o prefixo luso. Para reflectir acerca da história, enquanto império e enquanto um país criador de génios do mar e das letras, há quem o faça sobejamente melhor que eu.
Os portugueses têm mesmo o dom da comunicação. Ao longo de todos estes anos fomos estabelecendo contacto com os cantinhos todos do Planeta. Está certo que o método de aproximação aos povos não foi o mais bonito, uma vez que presenteámos os habitantes dos países “achados” com paus e gaiolas, onde os guardávamos para amostra.
Agora que escrevo, a memória da Carta de Pêro Vaz de Caminha (documento a que se atribui o relato da descoberta do Brasil) assola-me a mente. A forma como ele destacou os nativos ao rei, sublinhando a sua apresentação “com as borgonhas à mostra”, retribuída pelos portugueses com armas e açoites, sempre necessários na hora de educar, destaca este carácter, mais do que jornalístico, contemplativo do gene lusitano.
Depois há a música. Ontem, dia 9, na RTP1, foi transmitido um trabalho realizado no âmbito da pureza da música lusófona. O que retive foi a forma descomplexada com que os países da Lusofonia têm em sentir a música.
Talvez por partilharem o que dá forma e emoção ao que musicam: a língua. Não o órgão língua, mas a língua enquanto idioma, identidade de uma história de uma homo/heterogeneidade cultural e civilizacional.
A música é, por ventura, a forma de nós mostrarmos que gostamos todos de poder dizer “Saudade”, seja qual for a sua pronúncia ou ritmo. A musicalidade da nossa música é, pois, comunicação.
Infelizmente, neste kit do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas não está presente a nomenclatura Lusofonia. Trata-se quase de um artista que esquece parte do nome, por virtude do Marketing, mas que se lhe solta um pedaço de identidade, de passado.
Mas tão relevante como o passado é o horizonte do presente e virtuosismo do futuro. Somos todos portugueses e afonsinos. Todos temos uma forma peculiar de olhar para o nosso umbigo e sentir o nosso país. Porém, numa esfera global, se falarmos em grande equipa e não em grande jogador, a nossa mensagem para o Mundo será, com certeza, bastante mais forte.

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