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Clima económico favorável, mas atenção aos outros países
- 11-Jun-2007 - 15:30
Uma sondagem levada a cabo pelo Instituto de Estudos Económicos da Universidade de Munique (mais conhecido por IFO), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela que, em 12 países da América Latina, o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking que estuda o clima económico favorável até ao primeiro semestre do ano, findo em Abril.
Por Arménio Carvalho dos Santos
Assim, e apesar do estudo, hoje publicado, mostrar que a América Latina continua, há sete semestres consecutivos, a apresentar um Índice de Clima Económico (ICE) positivo, o que é certo é que o Brasil ficou atrás de países como Uruguai, Peru, Costa Rica, Chile e Argentina.
A sondagem tem o principal objectivo de prever as tendências da economia, através da perspectiva de especialistas dos respectivos países. O Brasil tem conseguido deixar boas indicações, porém, a subida no ICE pode ter sido influenciado pela conjuntura continental. Segundo fonte do IFO, “os resultados são positivos, mas é necessário ter cautela, uma vez que é muito difícil dar continuidade ao que até aqui foi conseguido”.
Os brasileiros terão mesmo de ter em atenção que “os resultados globais foram influenciados pelo bom desempenho económico do Uruguai”, revela o relatório. Se, neste momento, o Brasil possui 6 pontos percentuais de ICE é previsível que, no futuro, se sintam mais dificuldades. Isto porque os especialistas dizem que a probabilidade de se assistir a uma América Latina com “resultados muito heterogéneos” é muito elevada.
Em 2007, os 12 países foram avaliados segundo a mesma metodologia, sendo que aqueles que requerem mais preocupação são o Equador, a Colômbia e a Venezuela que, com o Paraguai e a Bolívia, completam o leque de países que se situam em lugares inferiores ao do Brasil, no que concerne ao referido ranking.
Refira-se que o estudo acaba por ser um indicador de relevância para o fluxo de exportações, considerando a liquidez do mercado internacional, e para situar a capacidade do Brasil enquanto país emergente.

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