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Cooperação lusófona “cria” especialistas para os mais pobres
- 16-Jun-2007 - 16:10
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o Governo de Cabo Verde e a Comunidade Médica de Língua Portuguesa assinaram um protocolo para a criação de um Centro de Formação Médica Especializada. O objectivo, anunciaram, ontem, as entidades, é dar condições para a formação e especialização de médicos de países Lusófonos.
Por Arménio Carvalho dos Santos
Cabo Verde será, deste modo, o país a receber um Centro onde será ministrada formação nas áreas de especialização em Pediatria, Oftalmologia, Ginecologia e Obstetrícia. Até ao final do ano de 2007 o instituto começará a funcionar. Uma parte substancial do programa será conduzia por docentes de Universidades portuguesas e brasileiras em solo cabo-verdiano, sendo que as instalações dos Hospitais Centrais de S. Vicente e da Praia serão adaptados às necessidades formativas.
Há outras componentes do plano curricular que serão levadas a cabo em Portugal e no Brasil, os países que apresentam melhores condições de trabalho e ensino. Contudo, os exames finais terão de ser feitos em Cabo Verde, com o intuito de fixar os médicos onde eles são mais precisos. Um dos maiores problemas da Lusofonia, ao nível da Saúde, prende-se com a falta de especialistas. Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste sofrem de enormes carências e falhas ao nível da formação e exercício da actividade.
O ministro cabo-verdiano da Saúde, Basílio Ramos, na sua intervenção aquando da assinatura do protocolo, assumiu que este é um passo importante para atenuar o défice qualitativo da Saúde nos países mais pobres do Mundo Lusófono. Ele utilizou, inclusive, o adjectivo “urgente” para classificar esta iniciativa que pode ser uma solução que “vai colmatar, em grande parte, o problema que os países africanos de língua portuguesa enfrentam e que se prendem com a "fuga de cérebros””.
Há, de facto, uma procura constante de melhores condições de segurança, por parte dos médicos especializados. A forma de os reter nos países menos desenvolvidos pode passar por esta aposta na cooperação internacional.

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