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No espaço, em 2010, numa parceria com a Ucrânia
- 17-Jun-2007 - 16:57
O ano de 2010 será marcado pelo lançamento do satélite VLS e do foguetão Cyclone-4, desenvolvido pela parceria entre o Brasil e a Ucrânia. A Agência Espacial Brasileira (AEB) anunciou que pretende contrariar, deste modo, as recentes falhas em projectos anteriores que terão mesmo conduzido a uma recusa, por parte da NASA, em continuar a colaborar com os responsáveis brasileiros.
Arménio Carvalho dos Santos
Sérgio Gaudenzi, presidente da AEB, argumenta que agora há outras bases para haver uma reintegração com os norte-americanos, até porque considera que “os Estados Unidos são um parceiro muito importante para nós nessa área e, do que temos ouvido, eles estão bem propensos a essa renegociação”.
Esta tentativa de estabelecer novas plataformas de cooperação deve-se à imprescindibilidade de haver, principalmente, uma permuta de imagens de satélite. Há, portanto, um mudar de rumo no abismo criado entre os dois países desde 2002. A partir dessa altura, o Brasil só é responsável pela produção de equipamento básico, uma vez que não possuía recursos para prosseguir o acordo preestabelecido, que definia a criação de peças num valor total de 120 milhões de dólares. O país acabou por não cumprir a sua parte e viu impossibilitada, assim, a oportunidade de realizar experiências espaciais.
Todavia, os objectivos da AEB passam, essencialmente, por projectar material espacial. Assim, as expectativas de se realizarem missões tripuladas são um pouco utópicas, pelo menos num horizonte próximo. O mesmo é reconhecido por Sérgio Gaudenzi que justifica esta prudência no facto de ser “mesmo muito caro” levar brasileiros ao espaço.
Quanto ao protocolo com a Ucrânia, o Cyclone-4 é uma herança tecnológica da antiga União Soviética que pode ser desenvolvida pelos dois países. A ideia é a de realizar os primeiros lançamentos até ao final do mandato de Lula da Silva. Estas experiências vão representar um pequeno contacto com a realidade espacial que, apesar disso, é significativo para o futuro, a longo prazo, da tecnologia brasileira.

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