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VI Cimeira da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico começou hoje
- 18-Jun-2007 - 15:01
Angola acolhe desde hoje a VI Cimeira ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZPCAS), na qualidade de país que assume a presidência da nos próximos dois anos com o objectivo de "revitalizar esta organização".
"Angola pretende revitalizar esta organização que foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1986", porque considera o Atlântico Sul "uma área estratégica" e "instrumentos destes não se podem perder", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores (MIREX) angolano.
Os 24 países da ZPCAS, reunidos até terça-feira no Centro de Convenções de Talatona, nos arredores da capital angolana, vão aprovar a Declaração de Luanda que, "no fundamental, é consensual" e à qual só falta agregar "alguns pormenores", explicou João Pedro.
Desde que assumiu a tarefa de dinamizar uma organização moribunda que tinha a Argentina como presidente desde a cimeira de Buenos Aires em 1998, Angola está empenhada em transformá-la num instrumento diplomático regional importante.
"Esta é uma zona estratégica que está pacificada, mas temos que a manter assim, privilegiando a cooperação", sublinhou João Pedro.
Dotar a ZPCAS de instrumentos jurídicos e alargá-la a outras nações da América do Sul banhadas pelo Atlântico Sul, dado que daquele sub-continente apenas Brasil, Argentina e Uruguai fazem parte da organização, são as principais tarefas a que Angola pretende dedicar-se nos próximos dois anos.
"Vai ser um trabalho de organização para dinamizar a cooperação sul-sul", acrescentou o porta-voz do MIREX.
De acordo a mesma fonte, as economias dos países membros complementam-se, porque Estados como o Brasil e a Argentina possuem tecnologia que os países africanos precisam e desejam.
Apesar dos esforços da diplomacia angolana, a cimeira ministerial acabou por não convencer muitos países a enviar os seus ministros, estando em Luanda apenas meia dúzia, preferindo os governos fazer-se representar por directores-gerais.
Nem mesmo a Argentina, país que até agora exercia a presidência da ZPCAS, se fez representar pelo ministro das Relações Exteriores, Jorge Taiana, preferindo enviar o secretário de Estado García Moritán.
Além de Angola e Brasil, fazem parte da ZPCAS outros países de língua portuguesa, como Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

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