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Angola espera que presidência portuguesa da UE seja uma «mais valia»
- 2-Jul-2007 - 15:35
Angola espera que a presidência portuguesa na União Europeia seja uma "mais valia" para os países africanos de língua portuguesa, disse o ministro da Cultura angolano, Boaventura Cardoso.
"Acho que particularmente para os países africanos de língua portuguesa, a presidência portuguesa na União Europeia será uma mais valia, tendo em conta as relações de amizade, fraternidade e de cooperação que existem entre esses países e Portugal", salientou Boaventura Cardoso.
O governante depois do concerto do pianista português Bernardo Sasseti, realizado num dos hotéis da capital angolana, por iniciativa da Embaixada de Portugal em Luanda para assinalar o início da presidência portuguesa da UE.
Relativamente ao espectáculo do pianista, disse ter gostado, manifestando o desejo de que Bernardo Sasseti regresse a Angola para realizar mais concertos.
"Gostei do espectáculo. Acho que Bernardo Sasseti é um grande pianista, diria mesmo um exímio pianista, considero que foi uma noite bastante agradável e uma forma muito simpática da embaixada de Portugal assinalar a presidência portuguesa na União Europeia", referiu Boaventura Cardoso.
Por seu lado, Bernardo Sasseti disse que Portugal deve ser visto no mundo, não como país, mas como um Estado que mantém uma relação "privilegiada" com os países de língua portuguesa e isso deve ser incutido no "espírito" da presidência da União Europeia.
"Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Timor-Leste, Brasil devem ser uma presença cada vez mais forte não só em Portugal, mas também na União Europeia", afirmou Sasseti.
Relativamente ao concerto, considerou ter corrido bem, embora tenha referido que não gosta de falar bem da sua música.
"Acho que houve uma boa reacção das pessoas e isso é muito relevante para mim", disse Bernardo Sasseti, garantindo que vai voltar a Angola, país onde já esteve em 1994.
Já o embaixador de Portugal em Angola, Francisco Ribeiro Telles, considerou que uma das "grandes prioridades" de Portugal na União Europeia será a aproximação a África.
"Temos já agendada uma cimeira União Europeia/África, prevista para Dezembro, e esperemos que o evento constitua uma nova dimensão no relacionamento entre europeus e africanos", afirmou o diplomata português.

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