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Três milhões de angolanos em risco de contraírem Oncocercose
- 3-Jul-2007 - 14:15
Um milhão de angolanos precisam de tratamento urgente e três milhões estão em risco de contraírem a Oncocercose, caso não sejam tomadas medidas contra a doença que pode provocar cegueira, disse hoje fonte oficial.
Segundo o coordenador do Programa de Combate à Oncocercose, Pedro António, a doença está a propagar-se em nove das 18 províncias angolanas (Zaire, Bengo, Lundas Norte e Sul, Cuanza Norte, Uíge, Huíla, Moxico, e Cuando Cubango).
A Oncorcercose é uma doença transmitida por uma mosca de cor preta (Simuliun), diferente da mosca doméstica, que tem como habitat as regiões húmidas, nas margens dos rios de grandes caudais.
A mosca transporta no seu organismo um tipo de parasita chamado Oncocercavulvúlis, invisível a olho nú.
Um doente afectado apresenta como primeiros sinais da doença a comichão, a perda de elasticidade, a escamação e, em estado já avançado, nódulos na pele.
Um doente a que é feito o diagnóstico a tempo pode curar a doença, mas caso o paciente não receba logo o tratamento pode ficar cego.
Em 2002, a Organização Mundial de Saúde (OMS), através do Programa Africano de Combate … Oncocercose, levou uma equipa de peritos a Angola para formar um grupo nacional, que teria como função fazer o diagnóstico da doença no país.
"Na primeira fase esse estudo foi feito em nove províncias, tendo-se verificado que as províncias das Lundas Norte e Sul eram endémicas. E esse estudo foi feito até 2006", disse Pedro António.
O responsável afirmou que o Mectizan, medicamento que previne e trata a doença, tem sido distribuído em massa e gratuitamente aos populares.
De acordo com Pedro António, o medicamento tem sido distribuído nas províncias das Lundas desde 2005, estando prevista a administração, ainda este ano, nas regiões do Bengo, Uíge, Cuanza Norte, Moxico, Huíla e Cuando Cubango.
"Nos últimos anos, o governo está empenhado no controlo da doença e temos tido também o apoio da OMS e outros parceiros", salientou Pedro António.
A OMS entregou segunda-feira ao Ministério da Saúde de Angola mais de dois milhões de comprimidos para o tratamento da Oncocercose e três viaturas para o apoio das actividades do programa nas províncias da Huíla, Cuando Cubango e Lunda Norte.
Pedro António frisou que contam ainda com o apoio da organização não governamental norte-americana "Merck", que tem doado ao programa algumas quantidades de medicamentos.
Para o coordenador do programa, uma das estratégias para o combate da doença é o tratamento das zonas endémicas, com a distribuição massiva do Mectizan.
"A pulverização das margens dos rios para se eliminar as larvas é também uma das estratégias, mas é muito cara, por isso a principal arma é a distribuição massiva do medicamento nas zonas endémicas", frisou o médico.
Segundo Pedro António, o tratamento que será feito durante 15 anos, uma vez ao ano, é feito a todas as pessoas das comunidades afectadas, a quem são administrados três comprimidos para a prevenção e tratamento da Oncocercose, também conhecida como "cegueira dos rios".

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