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Samakuva e Chivukuvuku
- Angola merece o melhor

- 14-Jul-2007 - 14:22


Será que, como em 2003, algum jornalista português vai dizer «foi a leitura de uma carta dos pais de Savimbi o momento mais emocionante do congresso, com choros a escutarem-se aqui e ali»?

A UNITA, principal partido da oposição angolana, realiza a partir de segunda-feira em Luanda o seu X Congresso, oportunidade para os militantes escolherem o próximo líder entre dois dirigentes históricos. Além do actual líder, Isaías Samakuva, que se recandidata ao cargo de presidente, perfila-se a candidatura de Abel Chivukuvuku, deputado que, em 1997, liderou o grupo parlamentar da UNITA, e no IX congresso, em 2003, apoiou Samakuva (ver também "Dois galos para um poleiro", crónica de Eugénio Costa Almeida).


Há cerca de quatro anos, Abel Chivukuvuku justificou o apoio a Isaías Samakuva com a necessidade de garantir a unidade do partido.

"Pensamos que o candidato Samakuva pela abertura, honestidade, simplicidade, acessibilidade, transparência e por todos esses factores é o melhor para o nosso partido", sustentou então Abel Chivukuvuku.

Há cerca de três semanas, por ocasião da apresentação pública da sua candidatura, Abel Chivukuvuku considerou que a unidade dentro do partido não é "boa", defendendo, por isso, a necessidade de a construir com o propósito de assumir o poder em Angola.

Isaías Samakuva, por seu lado, considera que o seu esforço de preparação do partido para as futuras eleições legislativas em Angola - previstas para 2008 -, está em vias de ser concluído.

O presidente da UNITA aposta nos quatro que presidiu aos destinos do partido, durante os quais consolidou o aparelho partidário.

Entre os convidados estrangeiros ao congresso, figura o deputado socialista português João Soares, convidado a título pessoal, que intervirá no decorrer dos trabalhos, que terminam no dia 20 de Julho.

Dados biográficos de Isaías Samakuva

Presidente da UNITA desde 2003, Isaías Ngola Samakuva, chefe da equipa às negociações de paz com o governo angolano, na década de 90, apresenta-se agora como candidato à sua sucessão.

Filho de Henrique Ngola Samakuva e de Rosália Ani Ulundu, nasceu a 8 de Julho de 1946 em Silva Porto-Gare (actual Kunje), província central do Bié.

Em 1970 foi professor na missão Evangélica de Camundongo e depois fez um curso de teologia no Seminário de Dondi, onde se tornou pastor evangélico.

Ingressou na UNITA em 1974 e um ano mais tarde foi admitido como funcionário do Ministério do Trabalho, no então governo de transição de Angola.

Em 1976, devido a insegurança política retirou-se para as matas instalando-se numa das bases da UNITA na então Região Militar 25, transitando depois para a Região 45, onde ocupou o cargo de chefe de gabinete do posto de comando.

Dois anos mais tarde, Samakuva foi transferido para a Região 11 para chefiar o gabinete do então líder da UNITA, Jonas Savimbi, seguindo depois para a região do Cuando Cubango, onde passou a coordenar a logística da UNITA na denominada Frente Sul.

Em 1979 foi delegado à 12ª Conferência Anual da UNITA e eleito membro do comité central, tendo sido transferido para a África do Sul como representante do movimento liderado por Jonas Savimbi naquele país.

Casou-se com Albertina Satuala, com quem tem cinco filhos.

Já na década de 80, foi nomeado em 1984 vice-presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros da UNITA e, em 1986 eleito no VI congresso para o secretariado permanente e para a direcção do gabinete de Savimbi.

Entre 1989 e 1993 foi representante da UNITA no Reino Unido e, mais tarde, delegado na Europa. Depois do fracassados acordo de paz assinado em Lisboa (1991) e do protocolo de Lusaca (1994) foi constituído em Luanda o Governo de Unidade Reconciliação Nacional.

Na altura, Samakuva regressou a Angola para liderar a delegação do partido na Comissão Conjunta constituída para acompanhar a aplicação do protocolo de Lusaca.

Em 2000 foi indigitado chefe da missão externa da UNITA e, na sequência da morte Jonas Savimbi, em combate, a 22 de Fevereiro de 2002, regressou a Angola para discutir o cessar-fogo no âmbito do protocolo de Lusaca.

No IX Congresso da UNITA, realizado em 2003, foi eleito presidente, cargo que disputou com Paulo Lukamba "Gato" e Dinho Chingunji.

Dados biográficos de Abel Chivukuvuku

O deputado Abel Epalanga Chivukuvuku, antigo conselheiro político de Jonas Savimbi, líder histórico da UNITA, é o outro candidato à presidência da maior força da oposição angolana que inicia na segunda-feira o seu X Congresso.

Nascido a 11 de Novembro de 1957, na localidade de Luvemba, município do Bailundo, província do Huambo (planalto central) é filho de Pedro Sanjando Chivukuvuku e de Margarida Chilombo Chivukuvuku.

É casado com Maria Vitória Ferreira Chivukuvuku e pai de três filhos.

Em 1975 frequentou o ensino secundário no Liceu Norton de Matos, no Huambo. Em 1986 formou-se em telecomunicações militares e serviços de inteligência militar na Alemanha e em 1988 diplomou-se em língua inglesa na universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Licenciou-se em 2001 em Relações Internacionais na África do Sul, onde se especializou em Administração do Desenvolvimento e Comunicação.

Ingressou na UNITA em 1974, primeiro na organização juvenil e mais tarde, em 1979, como militar do braço armado da organização, tendo sido tenente e exercido o cargo de chefe adjunto dos Serviços de Telecomunicações Externas do movimento, em Kinshasa (RDCongo).

Entre 1982 a 1986, já como tenente-coronel, foi chefe adjunto dos Serviços de Inteligência Militar da UNITA e, entre 1987 e 1988, representante adjunto da organização em Portugal, seguindo depois para o Reino Unido onde exerceu idênticas funções.

Com a patente de brigadeiro, entre 1989 e 1991 representou a UNITA junto da ONU e dos países do Leste Europeu, tendo sido depois nomeado chefe adjunto da delegação da UNITA na Comissão Conjunta Político Militar (CCPM).

Em 1992 foi designado secretário das Relações Externas da UNITA e mandatário eleitoral da lista de candidatos deste partido às legislativas e da candidatura de Jonas Savimbi às presidenciais, cuja primeira volta se realizou em simultâneo.

Em 1993 foi ferido nos confrontos militares de Novembro em Luanda e mantido sob custódia das autoridades governamentais quase durante um ano.

Entre 1995-96 foi assistente político permanente de Jonas Savimbi, tendo sido escolhido como enviado do presidente da UNITA junto do chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

Como parlamentar foi líder da bancada da UNITA entre 1997 e 1998.

Depois do fim da guerra em Angola (2002) foi secretário para os Assuntos Parlamentares e director da candidatura de Isaías Samakuva à presidência da UNITA, no último congresso realizado em 2003, que o elegeu secretário para os Assuntos Constitucionais e Eleitorais.


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