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Protecção Civil impede acesso, vítimas podem chegar a 250
- 18-Jul-2007 - 12:17
As autoridades brasileiras de Protecção Civil vão interditar o acesso a pelo menos 27 edifícios localizados nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, São Paulo, onde terça-feira se registou um acidente com um Airbus-320 das linhas aéreas TAM.
O acidente provocou até agora 40 mortos confirmados, mas o balanço final deverá aproximar-se das duas centenas, entre passageiros, tripulantes e pessoas que se encontravam em terra.
Um porta-voz das equipas de resgate disse à agência noticiosa Folha On Line que o número de vítimas poderá chegar às 250.
Até agora não há qualquer indicação sobre a existência de portugueses entre as vítimas.
A interdição de acesso aos edifícios da zona tornou-se necessária devido ao volume excessivo de fumo na área do aeroporto, pelo que os residentes nos edifícios das proximidades vão ser enviados para abrigos proporcionados pela Prefeitura de São Paulo, refere a Folha de São Paulo.
A Protecção Civil brasileira não tem previsão para o tempo que vai durar a interdição de acesso aos edifícios daquela área.
As aterragens e descolagens no Aeroporto de Congonhas estão suspensas e as ruas das proximidades foram encerradas ao trânsito, situação que se deverá prolongar por todo o dia de hoje, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego, citada por aquele jornal.
O aeroporto, utilizado sobretudo para ligações internas, é dos mais movimentados do Brasil, com cerca de 600 voos diários.
O presidente brasileiro, Lula da Silva, decretou três dias de luto pelas vítimas do acidente do avião da companhia aérea TAM, registado terça-feira à noite em São Paulo, e cancelou a sua agenda para hoje, mantendo-se em reunião com uma equipa restrita de conselheiros e ministros.
De acordo com as autoridades, já foram recuperados 25 corpos queimados do meio dos destroços do Airbus-320 da TAM, enquanto 15 outras pessoas em terra morreram no embate do avião com os edifícios próximos do aeroporto.
Outras 10 pessoas que se encontravam em terra ficaram feridas, encontrando-se hospitalizadas.
O avião com 176 pessoas a bordo, que fazia a ligação interna entre Porto Alegre e São Paulo, despistou-se terça-feira no Aeroporto de Congonhas, atravessou a pista e uma avenida próxima, embateu em quatro edifícios e explodiu.
Segundo as autoridades, não há qualquer esperança de encontrar sobreviventes entre os passageiros e a tripulação do avião.
«Disseram-me que a temperatura no interior dos destroços do avião atingiu os 1.000 graus, pelo que as possibilidades de encontrar alguém vivo são praticamente nulas», afirmou o governador do estado de São Paulo, José Serra.
«O presidente está consternado e a sua preocupação é com os parentes das vítimas», disse o porta-voz presidencial, Marcelo Bauchman.
«A nossa atenção principal tem que estar orientada para as vítimas. Há uma série de dispositivos legais que regulam o assunto e o governo está a tomar todas as providências para que seja dada a melhor assistência ás vítimas», acrescentou o porta-voz.
Lula da Silva evitou opinar sobre as causas do acidente que, segundo a comunicação social, se poderá dever às más condições da pista do aeroporto, o mais movimentado do país, com 600 voos diários.
«Seria precipitação fazer qualquer avaliação taxativa. Qualquer conclusão depende de uma investigação séria que será realizada pela aeronáutica», disse o porta-voz.
Quanto a um eventual encerramento do aeroporto, situado numa zona residencial e comercial, o porta-voz comentou: «Não está excluída qualquer hipótese».
«Depende de uma avaliação. As medidas a serem tomadas dependerão de uma investigação séria que chegue a conclusões sobre quais foram realmente as causas do acidente», acrescentou.
Este foi o mais grave acidente aéreo registado no Brasil e o segundo grande desastre com aviões no país em menos de um ano.
Em Setembro, um Boeing 737 das linhas aéreas Gol colidiu em pleno voo com um jacto executivo sobre a floresta do Amazonas, provocando a morte dos 154 passageiros e tripulantes a bordo, enquanto o jacto executivo conseguiu aterrar em segurança.

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