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  Brasil
Governo anuncia medidas para conter a crise aérea
- 20-Jul-2007 - 23:52


O Governo brasileiro anunciou hoje um conjunto de medidas para amenizar a actual crise aérea, que passam nomeadamente pela construção de um terceiro aeroporto em São Paulo.


O principal objectivo será reduzir o tráfego do Aeroporto de Congonhas, onde terça-feira ocorreu o maior acidente da história da aviação brasileira, afirmou a ministra da Casa Civil, Dilma Russef.

"Estamos muito preocupados com a concentração", salientou a ministra, referindo-se ao facto do Aeroporto de Congonhas estar localizado numa aérea populosa de São Paulo.

Dilma Russef avançou que o Governo irá construir um terceiro aeroporto em São Paulo, para reduzir o movimento de Congonhas (doméstico) e do Aeroporto Internacional.

O local do novo aeroporto não foi revelado para evitar uma possível "especulação imobiliária", salientou a ministra.

Nos próximos 60 dias, as companhias aéreas serão obrigadas a reduzir o número de voos para Congonhas, actualmente o aeroporto mais movimentado do Brasil, com 36 voos por hora.

O objectivo é que o Aeroporto de Congonhas concentre apenas os voos directos, como a ponte-aérea para o Rio de Janeiro, sendo que as ligações e as escalas passarão a ser feitas noutros aeroportos não especificados.

A ministra disse ainda que o Governo planeia abrir o capital da empresa estatal Infraero, responsável pela administração dos aeroportos brasileiros.

Os recursos com a venda de 49 por cento da empresa estatal (o controlo permanecerá com o governo) deverão ser investidos na melhoria das infra-estruturas aeroportuárias.

Um Airbus-A320 da companhia TAM despistou-se a aterrar terça-feira, no aeroporto de Congonhas, o que causou a morte de pelo menos 200 pessoas.

A crise aérea brasileira iniciou-se a 29 de Setembro de 2006, quando um Boeing da companhia GOL chocou com um jacto executivo, na Amazônia brasileira, do que resultou a morte de 154 pessoas, entre elas um cidadão português.

Depois deste acidente, tornaram-se freqüentes os atrasos, cancelamentos e longas filas nos aeroportos, além dos motins de controladores aéreos.


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