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Equipas de resgate concluem retirada dos corpos do local do acidente
- 22-Jul-2007 - 16:51
As equipas de resgate anunciaram hoje o fim dos trabalhos de recuperação de corpos do edifício onde um avião da companhia aérea brasileira TAM embateu terça-feira, na maior tragédia da história da aviação brasileira.
Um Airbus-A320 da companhia TAM despistou-se ao aterrar terça-feira no aeroporto de Congonhas, causando pelo menos 200 mortos, incluindo um cidadão português, entre passageiros, tripulantes e pessoas que se encontravam num edifício atingido pelo aparelho.
Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão Mauro Lopes, a possibilidade de encontrar mais corpos ou fragmentos de corpos está praticamente descartada.
O trabalho das equipas de resgate, cujo número de agentes foi reduzida de 60 para 30 homens, será centrado agora no acompanhamento das estruturas do edifício de três andares, que ameaçam desmoronar.
De terça-feira até a manhã de hoje já foram retiradas do local do acidente 217 sacos com corpos e fragmentos de corpos.
Desse total, 53 vítimas mortais já foram identificadas pelos peritos do Instituto Médico-legal (IML) de São Paulo, segundo o último boletim divulgado.
Entretanto, um problema técnico no sistema de comunicação do centro de controlo aéreo de Manaus, capital do Estado do Amazonas, na região Norte do Brasil, registado sábado, está ainda a provocar o cancelamento e atrasos de dezenas de voos em todo o país.
O problema já foi solucionado, mas os reflexos ainda se fazem sentir hoje em vários aeroportos, nomeadamente nas regiões Norte e Nordeste, com atrasos e cancelamentos, segundo a Infraero, empresa estatal responsável pela administração dos aeroportos.
Este novo problema no sistema de controlo aéreo brasileiro decorreu um dia após o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciar um conjunto de medidas para encerrar a actual crise no sector.
A crise aérea brasileira iniciou-se a 29 de Setembro de 2006, quando um Boeing da companhia GOL chocou-se com um jacto executivo, na Amazónia brasileira, resultando na morte de 154 pessoas.
Após o acidente, são frequentes os atrasos, cancelamentos e longas filas nos aeroportos, além de motins de controladores aéreos.

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