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  Brasil
Governo afasta possibilidade de intervenção internacional
- 23-Jul-2007 - 18:53


O Brasil não aceitará uma intervenção internacional para solucionar a sua actual crise aérea, informou hoje o presidente da Infraero, empresa estatal responsável pela administração dos aeroportos.


O brigadeiro José Carlos Pereira disse, numa entrevista à Rede Globo de Televisão, a maior emissora do país, que o Brasil tem "plena competência para resolver os seus próprios problemas".

A proposta de intervenção internacional foi feita pelo presidente da Federação Internacional de Controladores de Vôo (FICV), Mac Baumgartner, entidade com sede em Genebra, na Suíça.

Segundo Baumgartner, o Brasil necessita de auxílio de especialistas internacionais para resolver a sua crise aérea, e alertou para o risco da ocorrência de novos acidentes aéreos.

Para o presidente da FICV, o controlo aéreo brasileiro é "improvisado" e não atende às normas internacionais de segurança.

As autoridades aéreas brasileiras têm recebido fortes críticas de especialistas e dos media pela a suposta falta de capacidade para solucionar a actual crise.

Na terça-feira passada, um Airbus-A320 da companhia TAM despistou-se ao aterrar, no aeroporto de Congonhas, numa região populosa da cidade de São Paulo, o que causou a morte de pelo menos 198 pessoas.

O acidente foi mais um capítulo da actual crise aérea brasileira, iniciada a 29 de Setembro de 2006, quando um Boeing da companhia GOL chocou com um jacto executivo, na Amazônia brasileira, provocando 154 mortos.

Após o acidente, são freqüentes os atrasos, cancelamentos de voos e longas filas nos aeroportos, além de motins de controladores aéreos.

Procuradores do Ministério Público ingressaram hoje com uma ação no Tribunal de São Paulo para que o aeroporto de Congonhas seja completamente fechado.

A acção argumenta que o aeroporto não tem condições mínimas de segurança para operar, nomeadamente em dias de chuva.

O presidente da Infraero criticou o pedido do Ministério Público porque, segundo ele, não estaria baseado em nenhuma investigação técnica.

"O encerramento total é inviável. Não temos aeroporto para absorver o movimento de 20 milhões de passageiros por ano de Congonhas", salientou o presidente da Infraero, que defendeu, entretanto, a redução do número de voos no aeroporto.


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