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Venezuela: Associações portuguesas apelam aos raptores
- 23-Aug-2007 - 21:20
Os presidentes de várias associações portuguesas na Venezuela apelaram, hoje, aos raptores, para que "libertem imediatamente e de boa saúde" os quatro portugueses, entre eles três crianças, sequestrados há 11 dias no Estado venezuelano de Táchira.
"Uma mãe pediria aos gritos, porque, para os pais, não há nada mais importante do que os filhos, peço (aos sequestradores) que os libertem imediatamente, que não os maltratem e que tenham em conta que vão ficar marcados (afectados) para toda a vida", disse o presidente do Centro Português de Caracas.
Juan Gonçalves exortou, ainda, os sequestradores a "reflectir sobre o que estão a fazer" e para "que soltem os miúdos".
"Se temos que suplicar, suplicamos mas libertem imediatamente esses miúdos com vida e com boa saúde", sublinhou.
Fernando Silva, presidente da Casa Portuguesa de Maracay, Estado de Arágua (100 quilómetros a Oeste de Caracas) apelou aos raptores para que "cuidem deles (dos reféns)" para que "pensem na dor que estão a causar e que os devolvam com vida".
Em nome da junta directiva e membros daquela associação, adiantou: "Não temos culpa do que acontece no país e dos caminhos que cada um escolhe".
"Nós, os portugueses, somos um pilar do desenvolvimento desde país", salientou.
Sublinhou que os membros da associação partilham o sofrimento dos familiares dos reféns e se solidarizam com eles.
Defendeu ser importante que as autoridades venezuelanas se empenhem em "travar a insegurança".
Manuel Pereira, presidente do Centro Marítimo da Venezuela, quer que os raptores "pensem que têm família e que procurem outros mecanismos para conseguir dinheiro".
"Há muitas pessoas que foram sequestradas, que têm filhos pequenos, e isso afecta-as psicologicamente. Preservem as famílias, sobretudo as dos portugueses que geram postos de trabalho neste país", acrescentou.
"Eu já passei por isso. Fomos sequestrados por +vacuna+ (exigência monetária em troca de não raptar os familiares), por um português do Norte que ameaçou sequestrar os meus familiares", disse.
Frisou que nesses casos, "há que agarrar-se a Deus, pedir a Nossa Senhora de Fátima que interceda para que os reféns regressem sãos e salvos".
Depois de recordar que alguns portugueses são vítimas até de compatriotas, José Luís Ferreira, presidente da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio e Turismo (Cavenport), afirmou acreditar que os sequestradores vão libertar, proximamente, os quatro portugueses.
"O sequestro é um tema que afecta todas as comunidades, principalmente nas fronteiras. As autoridades estão a reforçar medidas, a reformular a Lei Anti-Extorsão e Sequestro para impedir o pagamento de resgates. Esperamos que essas medidas comecem a dar resultados rapidamente", disse.
Por outro lado, disse ver com bons olhos a colocação, junto da Embaixada de Portugal, de um oficial de ligação entre a Polícia Judiciária portuguesa e as autoridades venezuelanas, a partir de Outubro e insistiu que "a Venezuela como país não tem culpa", minorizando a hipótese de regressos em massa por sequestros ou insegurança.
"Os governos italiano e espanhol já têm políticas de cooperação. Agora, Portugal também vai ter. Isso só poder ser benéfico para a comunidade e pode ajudar a implementar políticas de prevenção", disse.
Manuel Pereira opina que "a intervenção da polícia de Portugal é fundamental" e ajudará a "recuperar a credibilidade das instituições policiais venezuelanas", que disse, "necessitam de uma depuração interna"
Para Fernando Silva, a iniciativa "implica que haja cooperação e isso é o melhor que pode acontecer entre países irmãos".
O presidente da Casa Portuguesa de Maracay, Juan Gonçalves, opina que devem "fazer-se foros para ensinar métodos preventivos em todos os clubes portugueses".
Há 11 dias, desconhecidos raptaram o comerciante português David Barreto Alcedo, 37 anos, o filho, David Mariano Barreto Vales, 11, e os sobrinhos Alberto Luís Parra Barreto, 13, e José David Parra Barreto, 10 anos, no estado venezuelano de Táchira (a Sudoeste de Caracas).
O sequestro ocorreu quando o grupo regressava de um passeio, durante o fim-de-semana, à barragem de Uribante-Caparo. O veículo em que seguiam os quatro portugueses foi localizado pela polícia na estrada de "Los Llanos", que liga San Cristóbal, capital do Estado de Táchira, à fronteira com a Colômbia.
A polícia venezuelana insiste que os portugueses se encontram em parte incerta, algures nos Estados de Apure, Táchira, Barinas e Portuguesa.

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