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Cancro é a principal causa de envio de doentes para o exterior
- 6-Sep-2007 - 16:41
O cancro, doença que em 2020 poderá chegar aos 804.000 casos em África, é, em Angola, a principal causa de envio de doentes para o exterior do país, revelou o ministro da Saúde angolano, Anastácio Sicato.
O governante angolano fez este balanço quarta-feira depois de ter participado na 57/a sessão do Comité Regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), que decorreu na semana passada, em Brazavile, capital da República do Congo.
"Em Angola, para dar uma ideia da gravidade, as estatísticas mostram que o cancro é a principal causa de evacuação de doentes para o exterior, com mais de 20 por cento da totalidade dos doentes que saem", disse Anastácio Sicato.
O ministério da Saúde de Angola está a elaborar um Plano Nacional de Controlo e Luta contra o Cancro, devido ao carácter progressivo da doença.
O director do Centro Nacional de Oncologia, Fernando Miguel, disse hoje, em declarações à rádio LAC, que em 2006 aquele centro registou perto de 3.700 novos casos de cancro.
"Refiro-me apenas aos doentes que vieram ao centro, porque os números são superiores", disse Fernando Miguel.
Segundo aquele responsável, a realidade dos casos que aparecem no centro oncológico não reflectem a situação concreta do cancro em Angola.
Neste sentido, o governo angolano que começa agora a dar mais importância aos casos de cancro, lançou uma campanha dirigida às comunidades, como forma de atenuar os efeitos da doença.
Os casos de cancro lideram a lista de doentes com necessidade de envio para o exterior, seguindo-se os com problemas cardíacos, a necessitarem intervenção cirúrgica, e ortopédicos.
Segundo o ministro da Saúde de Angola, a situação do cancro no continente africano é igualmente grave, sendo a mortalidade causada por doenças malignas superior àquelas provocadas por tuberculose, malária e sida.
A questão da prevenção e controle do cancro na região africana foi, entre outros temas, também abordada na reunião do Comité Regional da OMS.
O director regional da OMS, o angolano Luís Sambo, disse que o cancro é um problema de saúde pública emergente na África sub-saariana, onde foram notificados 582.000 casos novos desta doença em 2002.
Luís Sambo expressou a sua preocupação pelo facto de a maioria dos países da região não possuírem infra-estruturas satisfatórias para o tratamento das doenças oncológicas, que requerem cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
A continuar o estado actual, a OMS estima que em 2020 existirão 804.000 casos, dos quais se prevê a morte de 626.400 pessoas.
Em 2002, na África sub-saariana, um total de 412.100 pessoas morreram de cancro, uma doença que requer estratégias baseadas em evidências para a prevenção, a detecção precoce, o diagnóstico, o tratamento e cuidados paliativos.

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