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Doentes de cancro vão passar a ser operados no país
- 21-Sep-2007 - 14:24
Os doentes de cancro vão, a partir de Dezembro, passar a ser operados em Angola, levando o governo angolano a poupar milhares de dólares, que gasta actualmente com o envio dos pacientes para o estrangeiro.
O anúncio foi feito, quinta-feira em Luanda, pelo director do Centro Nacional de Oncologia, Fernando Miguel, que anunciou a abertura de um bloco operatório para responder ao elevado número de casos e reduzir o tempo de espera, que é actualmente de "quatro a cinco meses".
Em Angola, o cancro, que em 2020 poderá chegar aos 804.000 casos em África, é a principal causa de envio de doentes para o exterior do país, com mais de 20 por cento da totalidade dos doentes que saem.
No Centro Nacional de Oncologia, que foi reabilitado e modernizado, num investimento de 192 mil milhões de kuanzas (1,8 mil milhões de euros), está já instalado um bloco operatório para se dar início às intervenções cirúrgicas, a partir do final deste ano.
"Um doente oncológico não pode esperar, à semelhança de uma doença qualquer, porque se não for atendido rapidamente o seu estado complica-se, não fazendo depois sentido ser operado e é por esse motivo que estamos a preparar a abertura do bloco operatório", explicou Fernando Miguel.
O Ministério da Saúde de Angola está a elaborar um Plano Nacional de Controlo e Luta contra o Cancro, devido ao carácter progressivo da doença.
Em 2006, o centro registou perto de 3.700 novos casos de cancro, mas esse número não reflecte a situação concreta da doença em Angola, pois, de acordo com Fernando Miguel, os números são superiores.
Nesse sentido, o governo angolano que começa agora a dar mais importância aos casos de cancro, lançou uma campanha dirigida às comunidades, como forma de atenuar e curar a doença.
Os casos de cancro lideram a lista de doentes com necessidade de envio para o exterior, seguindo-se os que têm problemas cardíacos, os que precisam de intervenção cirúrgica e os que têm problemas ortopédicos.
Portugal, com o qual a Junta Nacional de Saúde possui um convénio, é um dos países para onde são enviados doentes com cancro para a realização de intervenções cirúrgicas.
Para Fernando Miguel, a recente aprovação pela Assembleia Nacional da lei de Energia Atómica "é um ganho para os doentes oncológicos", já que poderá proporcionar o fim do envio de pacientes para o exterior do país.
"O tratamento de doenças oncológicas baseia-se fundamentalmente em três pilares, nomeadamente a quimioterapia, a cirurgia e a radioterapia, com a aprovação da lei e com a disposição do governo em colocar recursos, vamos poder inverter o actual quadro de envio dos doentes para o exterior", salientou.

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