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Grupo de contacto analisa evolução da situação político-militar
- 24-Sep-2007 - 14:11


O Grupo Internacional de Contacto para a Guiné-Bissau (GIC/GB), que se reúne hoje em Nova Iorque, foi criado em 2006 por iniciativa de Portugal e visa ajudar as autoridades guineenses a ultrapassar as sucessivas crises políticas e militares.


Com duas reuniões já realizadas - a primeira em Nova Iorque (Setembro de 2006) e a segunda em Lisboa (Março deste ano) -, o GIC-GB congrega vários Estados, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Espanha, França, Gana, Níger, Portugal e Senegal.

A organização, idealizada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, integra ainda as comunidades de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Económica dos Estados da †frica Ocidental (CEDEAO), União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA), União Europeia (UE), União Africana (UA) e várias agências das Nações Unidas.

A reunião de hoje, tal como na altura da criação da organização, decorre à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas e está agendada para as 18:00 locais (23:00 em Lisboa), sendo os trabalhos iniciados com uma intervenção do secretário-executivo da CPLP, Luís Fonseca.

A sessão, que decorre no dia em que a Guiné-Bissau celebra o 34º aniversário da proclamação unilateral da independência de Portugal (em 1973), continuará, depois, com intervenções do presidente da CEDEAO, do representante da ONU em Bissau, e de um representante da Guiné-Bissau.

Após as intervenções, e já à porta fechada, haverá um "briefing" do representante especial do secretário-geral ONU para a Guiné-Bissau, o nigeriano Shola Omoregie, e do representante da comissão da CEDEAO para aquele país africano. Depois, segue-se um debate e haverá um comunicado.

Além das sucessivas crises políticas e militares, a Guiné-Bissau continua a braços com uma instabilidade que tem sido agravada com as contínuas acusações internacionais ligadas ao tráfico de droga oriunda da América do Sul e da Ásia para destinos europeus.

Estas três questões têm centrado os debates das duas reuniões, tendo o GIC-GB recomendado, no encontro de Março último, o envio de uma missão a Bissau destinada a debater a "crise institucional" que então o país vivia.

A missão, porém, acabou por não se realizar, uma vez que, pouco depois, o presidente João Bernardo "Nino" Vieira, optou por demitir o governo e formar outro com base numa plataforma de entendimento entre as principais forças políticas do país.

O GIC-GB afirmou também que a importƒncia da estabilidade política na Guiné-Bissau terá "um impacte positivo" na região ocidental do continente africano e também em toda a África.

Com a estabilidade, poderão começar a ser desbloqueadas as verbas prometidas na mesa redonda de Novembro de 2006, realizada em Genebra, para que se possa proceder às reformas nas instituições do Estado e na política".

Na reunião de Março ficou também recomendada a ideia de que o governo guineense deve examinar "de perto" a fórmula proposta pelas Nações Unidas e pela CEDEAO relacionada com a passagem a "uma reforma digna" dos militares mais velhos.

Apelou-se também a mais e melhores medidas de combate ao tráfico de droga e recomendou-se às autoridades guineenses que aceitem trabalhar em conjunto com as organizações internacionais ligadas a esta área.

O GIC-GB visa sobretudo apoiar o país no processo de reforço das instituições, na manutenção da normalidade constitucional, no processo de aplicação das reformas nos sectores segurança e defesa, judiciário e administração pública e na aplicação da estratégia de desenvolvimento económico-social.


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