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Lançado em Dezembro livro que conta a história do povo cigano
- 6-Oct-2007 - 18:50
Um livro que conta a história do povo cigano em Portugal vai ser lançado em Dezembro, tendo como destinatários primordiais as escolas e professores, disse hoje o autor da obra.
"O protagonista é uma criança cigana que recorre ao avô para conhecer a história do seu povo. Pretende ser um manual de trabalho para professores, em temas como a cultura e geografia", explicou Bruno Rodrigues, fundador e ex-presidente da Associação Cigana de Coimbra.
Chico, o protagonista do livro, é um rapaz cigano que é questionado na escola, pela professora, sobre a História de Portugal, tema que desconhece.
"Os meninos ciganos não conhecem a História de Portugal e o Chico, chegado a casa, vai perguntar aos pais. Estes estão atarefados com a venda nas feiras e é o avô que lhe vai contar a história de vários séculos do povo cigano, paralelamente à História de Portugal", explicou o autor.
O livro, que tem a chancela do Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI) onde Bruno Gonçalves integra um grupo de consultadoria sobre a comunidade cigana.
Bruno Rodrigues, um dos oradores convidados para a inauguração do fim-de-semana de formação do SOS Racismo, a decorrer até domingo na Tocha, defendeu a necessidade de aprovar o estatuto dos mediadores que fazem a "ponte" com as comunidade ciganas bem como a participação das associações ciganas nas redes sociais.
"Os mediadores são instrumentos de valorização e estão a ser desaproveitados. O seu trabalho tem dado muitos frutos em áreas como a educação ou a saúde", disse.
Na sessão inaugural, que decorreu sexta-feira e versou sobre diversos aspectos da comunidade cigana, foi ainda referido o "êxito" das igrejas evangélicas na alteração "radical" de comportamentos.
"Houve toxicodependentes e alcoólicos que deixaram de o ser, ciganos que passaram a cultivar a relação com vizinhos não ciganos ou pessoas com necessidade de aprender a ler para lerem a Bíblia" frisou Bruno Gonçalves, que defendeu a participação de ciganos com visibilidade pública nas causas da comunidade, apontando os exemplos de Ricardo Quaresma, futebolista do FC Porto ou Carlos Miguel, presidente da autarquia de Torres Vedras.
"O Ricardo Quaresma não tem feito tanto pelas comunidades ciganas como poderia. Não fez e já foi convidado várias vezes para ir às escolas, onde é um ídolo não só para os ciganos como para todos os meninos", disse.
"São necessárias mais pessoas de referência. Acima de tudo pessoas que saiam da 'toca', se assumam como ciganos sem receio de represálias e tenham uma postura diferente para acelerar o processo de inclusão", sustentou.
Bruno Rodrigues sublinhou ainda a importância da acção de formação do SOS Racismo, considerando "fundamental" o conhecimento dos problemas e aspectos culturais da comunidade cigana "para que quem trabalha na área tenha uma ideia do que pode vir a enfrentar".
Na mesma sessão, José Falcão, dirigente do SOS Racismo, explicou que a formação anual dos associados - cerca de meia centena estão reunidos na Tocha - pretende actualizar as pessoas e salvaguardar os seus conhecimentos sobre os assuntos com que a associação lida.
"Temos de estar actualizados, a informação é essencial para o nosso trabalho diário", referiu.
Presente na sessão, o 'rapper' Nuno Chullage ilustrou a sua experiência de convivência com famílias ciganas, no bairro onde reside, no Seixal, frisando que a comunidade, nomeadamente os mais jovens, "não é 100 por cento fechada e está aberta a outras influências", nomeadamente de países africanos.
Nuno dirigiu recentemente, na Régua, um 'workshop', de hip-hop e frisa que os jovens ciganos "foram altamente receptivos, participaram e fizeram a música deles".
A estrutura das organizações de extrema-direita em Portugal, Lei da Imigração ou o Plano nacional de Integração dos Imigrantes são outros temas incluídos na formação, que termina domingo com a assembleia-geral do SOS Racismo.

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