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Remessas de emigrantes têm sido principal fonte de receitas
- 15-Nov-2007 - 14:48
As remessas dos emigrantes cabo-verdianos representaram, até este ano, a principal fonte de receitas do país e contribuem anualmente com nove milhões de contos (81,6 milhões de euros) para a economia do arquipélago.
Em vésperas da primeira Reunião Ministerial EuroMed sobre Migrações, que decorre no domingo e na segunda-feira em Albufeira, no Algarve, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia, o assunto assume particular importância já que é o tema em debate, no contexto euromediterrânico.
Segundo o Banco de Cabo Verde, este ano (2007) foi o primeiro em que os fluxos gerados pelos serviços ligados ao turismo ultrapassaram as remessas dos emigrantes.
"Neste momento está a registar-se a estabilização das remessas dos emigrantes, tivemos um crescimento excepcional há dois anos que não seria naturalmente sustentável. No ano passado houve uma retracção e este ano a nossa previsão é que teremos uma estabilização em relação ao ano anterior", disse à Lusa o governador do Banco de Cabo Verde, Carlos Burgo.
Apesar de Cabo Verde ter alternativas para sustentar o crescimento económico, as remessas dos emigrantes "continuam a ser muito importantes para o funcionamento da economia", defende Carlos Burgo.
"O peso das remessas no financiamento da economia tende a diminuir e felizmente hoje temos alternativas. Mas, na gestão da balança de pagamentos continuamos a considerar as remessas dos emigrantes como muito importantes, mesmo estratégicas", garante o governador do Banco de Cabo Verde.
É por isso necessário que o sistema financeiro de Cabo Verde se desenvolva, "para que possam existir alternativas mais atractivas de aplicação das poupanças dos emigrantes" para que o país possa continuar a atrair esse dinheiro, segundo o mesmo responsável.
Cabo Verde, um arquipélago de nove ilhas habitadas, foi sempre um país de emigração e estima-se que na diáspora vivam mais cabo-verdianos do que no próprio país.
A população residente em Cabo Verde ronda as 450 mil pessoas mas já em 1988 o Instituto das Comunidades contabilizava 517.780 cabo-verdianos a viver no exterior, um número que será actualmente muito superior.
Ainda que não existam números recentes, no início do século estimava-se que só nos Estados Unidos e em Portugal viviam mais de 250 mil cabo-verdianos.
Nos Estados Unidos da América, a maior comunidade encontra-se em Boston. O país merece desde sempre a preferência dos habitantes das ilhas do Fogo, Brava, Santo Antão e São Nicolau.
Na América Latina existem ainda pequenas comunidades de emigrantes na Argentina e no Brasil e no continente africano a preferência vai para Angola e S. Tomé e Príncipe.
Na Europa, Portugal e França concentram as preferências, especialmente de habitantes de Santiago, São Vicente e Santo Antão, existindo na Holanda uma forte comunidade, especialmente em Roterdão, bem como em Roma, Itália, os dois únicos destinos com emigrantes da ilha do Sal.

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