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Eugénio Costa Almeida



Se realmente estivessem preocupados…

De acordo com um artigo, no matutino português Público, escrito a duas mãos pelos ministro inglês das Relações Exteriores, David Miliband, e pelo secretário de Estado para o Desenvolvimento Internacional, Douglas Alexander, o governo inglês está muito preocupado com os problemas de África enaltecendo a importância da Cimeira UE/África mas sempre sublinhando que o senhor Gordon Brown, primeiro-ministro britânico nunca poderia estar presente na mesma por nunca poder se sentar ao lado de um senhor chamado Robert Mugabe.


Ara os dois articulistas que tentam mostrar a sensibilidade britânica para a Cimeira, esta servirá para «fortalecer as nossas relações e criar um futuro melhor para a próxima geração» mas a presença de Mugabe, único responsável pela situação preocupante do Zimbabué, onde tudo falta, desde os mais elementares itens como a alimentação à liberdade, impedem que qualquer responsável britânico, seja o primeiro-ministro do Reino Unido ou um outro membro sénior do Governo britânico, possa se sentar ao lado do senhor Mugabe.

Mas os britânicos não deixam de reafirmar que caso a situação no Zimbabué se altere, nomeadamente a reposição da liberdade estarão dispostos a ajudar os zimbabueanos a «reconstruir a sua economia arruinada e as suas infra-estruturas».

Se realmente o senhor Brown estivesse preocupado em ajudar os zimbabueanos, e quem diz estes, diz muitos mais milhões de africanos que estão sob a alçada de ditadores e autocratas, estaria presente para na cara deles lhes dizer quanto eles são inoportunos e inconvenientes para a estabilização e desenvolvimento do Continente.

Por isso, a sua não vinda mais não consubstancia uma atitude de birrinha por o senhor Mugabe e a sua equipa desprezarem o pensamento britânico de como se devem comportar.

E pela sua atitude, o senhor Brown e sua equipa, em vez de ajudar África acabou por dar mais força a um déspota e quem o rodeia ao fazer com que os Africanos, mesmo os que não gostam de Mugabe – e são muitos mais do que os europeus e os britânicos possam pensar – se tenha colocado ao seu lado exigindo a sua presença.

Se Brown se preocupasse mesmo com África e com os zimbabueanos estaria presente na Cimeira, mesmo que não fosse ao lado de Mugabe – e mesmo que fosse não me parece que o despotismo se pegue – e poderia – e deveria – gritar o seu descontentamento pelo espezinhar constante dos Direitos Humanos no Zimbabué ou em alguns outros países africanos.

Só que o Zimbabué, ainda não tem nada que ofereça aos britânicos, nem o “chá de Mugabe”, mas outros além do chá, têm ouro, petróleo, cobre, ferro, madeiras, etc…

Os britânicos, ao menos valha isso, mais não fizeram que mostrar aquilo que a Europa, em geral, e a União europeia, em particular, têm evidenciado; um forte proteccionismo dos seus produtos e uma atitude de paizinho condescendente com as traquinices dos africanos.

Só que África não precisa de protecção ou de proteccionismo.

África precisa que olhem para ela como um parceiro de pleno direito e com capacidade para descobrir os seus parceiros económicos e sociais.

Enquanto houver quem pense o contrário haverão sempre déspotas, ditadores e autocratas como Mugabe, Kadhafi, Zenawi, al-Bashir, Gbagbo, Afewerki ou Mbasogo, entre outros.

Que a Europa deixe-se cândidos proteccionismos sem, contudo, ostracizar os “novos esclavagistas” do Continente Africano.

Quando os europeus perceberem isso verão que África e os africanos ganharão e o despotismo e autoritarismo se diluirão e os Direitos Humanos deixarão de ser uma miragem!

7-Dez-2007
elcalmeida@gmail.com
http://elcalmeida.net



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