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Prtuguês na Alemanha está a perder cursos e professores
- 19-Dec-2007 - 17:50
O ensino de português na Alemanha está a perder cursos, a ficar sem professores e a sua integração no ensino oficial alemão está votada ao insucesso, alertou hoje a coordenadora do ensino naquele país.
"Nos últimos cinco anos acentua-se a tendência de desresponsabilização dos Estados alemães pelo Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) e essa tendência irá acentuar-se cada vez mais", sublinhou Antonieta Mendonça.
Na Alemanha, a maior parte dos Estados assumiu a responsabilidade pelo ensino do português, enquanto outros atribuíam subsídios ou cediam espaços para as aulas de língua portuguesa.
A coordenadora do ensino falava durante o colóquio "Políticas e Práticas de Ensino de Português para as Comunidades Portuguesas", que decorre hoje em Lisboa.
Para exemplificar o decréscimo no investimento do EPE, a responsável afirmou que, em 2003, existiam 1345 professores de português na Alemanha e agora existem 886.
"Desde 2002 que tem sido a parte portuguesa que tem de contratar professores para os lugares anteriormente financiados pelo Estado alemão. Não seria aceitável que Portugal deixasse as crianças ficarem sem aulas de português", afirmou.
A contrapor com as dificuldades que a coordenação sente em organizar os cursos de português, está o crescente número de alunos interessados em aprender português.
De acordo com a coordenadora, desde 2003 o número de alunos de português subiu dos 2.242 para os 4.963, enquanto os cursos subiram de 220 para 240.
Uma das soluções apontadas para resolver a questão do financiamento dos cursos de português é a inclusão da língua portuguesa no sistema oficial de ensino na Alemanha.
Para Antonieta Mendonça, "integrar seria o ideal, mas isso não é possível".
Na Alemanha o sistema de ensino é diferente do português: a partir do ensino básico, as crianças fazem exames e testes e são encaminhadas para o liceu, a escola média de via profissionalizante ou para a escola especial, entre outras.
"O ensino de outras línguas curriculares que não o inglês e o francês só é praticável a nível do liceu. As outras vias de ensino têm o inglês", explicou, adiantando que a frequência dos alunos de português nos liceus é baixa.
Na área de Hamburgo, apenas sete por cento dos alunos portugueses no ensino secundário frequentam o liceu, em Estugarda o número desde para cinco por cento, enquanto em Dusseldorf e em Frankfurt os números são mais animadores, subindo para os 12 por cento em ambas as regiões.
"A possibilidade de integração do português implica que apenas uma percentagem reduzidíssima de alunos teria acesso a este ensino. E mesmo sendo essa a solução final, implicaria, pelo menos, que 15 alunos no mesmo ano escolar se interessassem pela disciplina. Para isso era necessário que alunos de outras nacionalidades quisessem aprender português, o que não será muito viável", acrescentou.
Antonieta Mendonça defendeu o sistema bilingue de ensino para a manutenção das aulas de português.
"O êxito que mais de 400 alunos na Alemanha que frequentam este ensino mostra que o investimento feito tem valido a pena", afirmou.
Por sua vez, a professora na Alemanha Teresa Soares, acusou o governo de estar a desinvestir no EPE.
"Os cursos são vistos como uma despesa e não como um investimento. As condições de trabalho não são boas, há um professor na Alemanha que tem oito escolas em oito localidades diferentes para leccionar este ano. Tudo por causa da política economicista, em que se tem tentado encaixar o maior número de alunos para um só professor", afirmou.
A professora defendeu ainda que o Português como língua estrangeira "não é solução" porque isso implica "a perda cultural e de identidade".
O colóquio "Políticas e Práticas de Ensino de Português para as Comunidades Portuguesas" teve início na terça-feira, termina hoje e contou com a participação de coordenadores do ensino no estrangeiro, conselheiros das comunidades e especialistas.
Organizado pela Secretaria de Estado das Comunidades e pelo Conselho das Comunidades Portuguesas, o colóquio pretende discutir a responsabilidade do Estado, o regime de funcionamento e o recrutamento de docentes no Ensino de Português no Estrangeiro, bem como a passagem da sua tutela do Ministério da Educação para o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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