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  Entrevista
Líder da RENAMO diz que 2008 será «pior do que 2007»
- 1-Jan-2008 - 15:38


O ano de 2008 será «pior que 2007» para Moçambique devido à entrada na zona de comércio livre da África Austral, em Janeiro, por decisão «unilateral» do Presidente, sem que o país esteja preparado, acusou na segunda-feira o líder da RENAMO.


«A vida dos moçambicanos piorou este ano comparativamente aos últimos cinco, sete anos (...). A situação irá agravar-se em 2008 com o início da integração económica regional», cuja decisão «foi tomada pelo Presidente Armando Guebuza, sem consultar ninguém», afirmou o líder do principal partido da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama, em entrevista à Lusa.
A 01 de Janeiro de 2008, os países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), à excepção de Angola e da República Democrática do Congo, puseram em marcha a chamada zona de comércio livre.

O presidente da RENAMO manifestou o seu descontentamento por o chefe de Estado moçambicano não ter consultado o Parlamento e o Conselho de Estado sobre esta matéria.

A entrada de Moçambique nesta zona de comércio livre tem merecido fortes críticas de diferentes segmentos da sociedade civil, embora o Executivo de Maputo afirme que, caso os resultados da adesão sejam perniciosos para a economia, o país irá retirar-se.

«Nós, a RENAMO, estamos contra essa decisão, porque Moçambique não está preparado para entrar na integração regional. Moçambique não tem uma classe económica empresarial preparada para competir nem sequer com a da Suazilândia, um país pequeno da região austral de África«, afirmou Dhlakama.

«Afinal, o Presidente Guebuza consultou quem? O país não é dele. Nem mesmo consultou o Parlamento. Pelos menos, que tivesse tido uma conversa com os membros do Conselho de Estado» para falar sobre a entrada de Moçambique nesta zona, acrescentou.

Para Dhlakama, «Moçambique deveria travar a sua entrada [neste organização], mesmo por 10 ou 15 anos. A sua entrada ia depender do desenvolvimento. Afinal, o que nos move a entrar?».

«Quando se adere a uma organização é para se aproveitar alguma coisa e Moçambique não vai aproveitar, passando apenas a vender produtos de outros países», afirmou.

Desde a sua criação, o Conselho de Estado, órgão político de consulta do Presidente da República, que integra o líder da RENAMO, reuniu-se apenas uma vez, um encontro que resultou na aprovação do seu regimento interno.

De acordo com Constituição de Moçambique, compete ao Conselho de Estado, em geral, aconselhar o Presidente da República no exercício das suas funções sempre que este o solicite e ainda pronunciar-se obrigatoriamente sobre a dissolução da Assembleia da República, declaração de guerra, do estado de sítio ou do estado de emergência, realização de referendo, ou convocação de eleições gerais.

«Apesar de o Conselho de Estado não ser um órgão vinculativo, mesmo que tenha sido criado para 'inglês ver' era preciso que reunisse, por exemplo, quando foi do problemas das cheias no Vale do Zambeze, as explosões do paiol, ou mesmo o aspecto de Moçambique entrar na integração regional», frisou.

Fazendo o balanço de 2007, Dhlakama disse que, este ano, Moçambique foi afectado por «vários aspectos negativos» tais como as alegadas inconstitucionalidades do Presidente moçambicano, algumas confirmadas pelo Conselho Constitucional, nomeadamente a criação de órgãos públicos: a Autoridade Nacional da Função Pública e o Conselho de Coordenação da Legalidade e Justiça, após a denúncia por parte dos deputados da RENAMO.

«Olhando para o ano político, posso dizer que a própria democracia está a recuar. Hoje não temos o mesmo ambiente que tínhamos há sete anos. Não digo que (Joaquim) Chissano fosse um bom Presidente da República, mas com ele havia diálogo, abertura, um esforço de mostrar aos moçambicanos a tendência de sermos democratas. Hoje, há um esforço no sentido de regressar ao monopartidarismo«, disse.

«Mas isso é atitude de um homem, que nega e despreza a democracia»: o Presidente Armando Guebuza, acusou.

Dhlakama exaltou os parlamentares da bancada do seu partido que, «com sucesso, fizeram, pela primeira vez, levar a FRELIMO a aceitar as propostas da RENAMO».

«Mesmo os diplomatas viram que técnica e politicamente a RENAMO cresceu. Nós procedemos como se fôssemos uma oposição europeia ou americana«, comparou numa alusão às queixas apresentadas pelos deputados da RENAMO ao Conselho Constitucional.

O líder da oposição destacou igualmente os resultados nefastos das calamidades naturais (cheias e ciclones) que assolaram as regiões centro e sul do país, no primeiro trimestre deste ano, bem como as explosões do paiol de Malhazine, que mataram 103 pessoas e feriram mais de 500 nalguns bairros periféricos de Maputo.

Sem nunca mencionar a reversão da posição accionista da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) de Portugal para Moçambique, considerada pelo Presidente moçambicano como a segunda independência do país, após 500 anos de colonização portuguesa, Dhlakama negou que a vida dos moçambicanos esteja a melhorar.

A reversão da HCB foi, de facto, apontada pela maior parte dos órgãos de informação de Moçambique como principal feito do ano, após três décadas de intensas negociações com a contraparte portuguesa, então accionista maioritária do empreendimento.

Em Novembro, os Governos de Maputo e Lisboa concluíram o longo processo da transferência da HCB, cuja participação portuguesa no empreendimento foi reduzida de 82 para 15%, enquanto Moçambique viu a sua percentagem no capital elevar-se dos 18 para 85 por cento.

Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma avaliação positiva da economia moçambicana, cujo crescimento, nos últimos anos, ronda os sete por cento, considerando, por isso, que o país está a crescer.

Reagindo, o líder da principal força politica moçambicana disse: «Embora respeite essa instituição, os argumentos que o FMI apresentou são para encorajar qualquer regime em África. Não digo que não tenha dito a verdade, mas o que disse sobre o desenvolvimento é que houve desenvolvimento comparado com o período da guerra civil, altura em que Moçambique estava de rastos.«

«Num país onde há desenvolvimento, este desenvolvimento é acertado com a melhoria das condições de vida da população», afirmou Dhlakama.

«Não podemos olhar só para as exportações do alumínio da Mozal, fazer análise de crescimento e dizer que o país está a desenvolver. É olhando para o desenvolvimento da população, dizer, por exemplo, que no ano X, 40% da população estava desempregada e, hoje, só 5% é que está desempregada», destacou.

«Acho que a população sofre mais hoje do que há cinco anos», aliás, «se há um elemento que, há cinco anos, conseguia fazer o seu filho estudar, hoje não consegue, porque a vida piorou: o povo está cada vez mais pobre, mais pé descalço, mas com meia dúzia de empresários», concluiu.


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