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Polícia e Forças Armadas preparam recolha de armas de guerra
- 2-Jan-2008 - 19:17
A Polícia Nacional (PN) e as Forças Armadas de Angola (FAA) vão iniciar um programa de recolha de armamento de guerra na posse de civis e de empresas de segurança, disse hoje fonte policial.
Apesar de não haver dados oficiais sobre este material de guerra, com destaque para as AK-47 (Kalashnikov) e também pistolas de 9mm, igualmente de fabrico russo, ascendem a vários milhares as armas dispersas por civis e empresas de segurança.
A operação de recolha ainda não tem prazos mas surge na sequência de um claro alerta do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na sua mensagem de fim de ano, em que exortou a polícia ser o garante da tranquilidade na campanha eleitoral das legislativas previstas para 5 e 6 de Setembro próximo.
Outro dado de realce neste contexto foi a chamada de atenção feita pelo Comando-Geral da Polícia Nacional sobre o facto de grande parte das situações complicadas no período festivo de Natal e Fim de Ano, ter sido causado por guardas de empresas de segurança.
Já hoje, o Chefe de Estado-Maior General das FAA, Francisco Furtado, afirmou em entrevista à Rádio Nacional de Angola que é necessário "um intenso trabalho" para fazer regressar as armas ao meio militar para garantir a segurança das populações.
O oficial lembrou que esta operação vai abranger as empresas de segurança e os cidadãos em posse de "equipamento orgânico" das FAA.
Furtado explicou que as empresas de segurança adoptaram "equipamentos orgânicos das FAA" durante a guerra, que terminou em 2002, mas "agora, decorridos cinco anos de paz no país, as empresas de segurança privada devem adequar o seu armamento em função do momento".
"Todas as armas orgânicas e militares devem ser devolvidas às FAA para o seu controlo", avisou o chefe militar, sublinhando que as empresas de segurança privada devem ser equipadas com meios próprios "vocacionados para as missões que cumprem" e não armas de guerra.
Pereira Furtado foi mais longe e enfatizou que existe um grande número de armas de guerra na posse de "marginais" porque estes obtêm-nas através de indivíduos que, trabalhando nas empresas de segurança, as fazem passar para o exterior.
O general Furtado quer o "controlo e registo informatizado das armas e munições existentes nas unidades militares e em cada efectivo", para que seja possível detectar quem é que está "realmente a municiar a delinquência armada".
Esta decisão surge com tanta pertinência porquanto é do conhecimento comum que em alguns bairros de Luanda, com destaque para Sambizanga, Rangel ou Prenda, uma AK-47 pode ser adquirida por 100 dólares ou, em alternativa, proceder ao seu aluguer por uma pequena parcela deste montante.
Quanto às empresas de segurança privada, embora não tenha sido possível saber o seu número, são milhares os homens armados que têm espalhados pelas principais cidades do país, com a maior concentração em Luanda.

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