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Entrevista
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Ministro da Defesa suspeita de armas escondidas pela UNITA
- 12-Feb-2008 - 23:06
O ministro da Defesa angolano, Kundi Paihama, levantou hoje, em entrevista a uma rádio de Luanda, a suspeita de que a UNITA mantém armas escondidas e que alguns dos seus dirigentes tem o objectivo de voltar à guerra.
Contactado pela Agência Lusa em Luanda, o porta-voz da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, negou veementemente as suspeitas de Paihama e lembrou que este tipo de declaração contraria o processo de estabilização que Angola atravessa actualmente.
Aos microfones da Luanda Antena Comercial (LAC), Kundi Paihama disse que os antigos militares do MPLA, "se têm armas", não é para "fazer mal a ninguém" mas sim "para ir à caça".
Quanto aos antigos militares da UNITA, o governante disse que a conversa era outra e lembrou que mais cedo ou mais tarde vai ser preciso falar sobre este assunto, nomeadamente por altura da campanha eleitoral para as eleições legislativas previstas para Setembro próximo.
Na entrevista à LAC, citada pelo site Angonotícias, Kundi Paihama disse textualmente: "Ainda hoje se está a descobrir esconderijos de armas".
As estruturas militares da UNITA foram desmanteladas com o fim da guerra, em 2002, no cumprimento dos acordos firmados após a morte em combate de Jonas Savimbi.
"Eu tenho muitos dados na qualidade de Ministro da Defesa (...) mas não posso revelar publicamente", indiciou o ministro da Defesa, que disse ainda acreditar que há dirigentes da UNITA interessados num regresso à guerra.
Comentando as afirmações de Paihama, o porta-voz da UNITA lembrou que este, enquanto titular da pasta da Defesa, "devia agir em conformidade com as informações que diz ter" e não "fazer ameaças numa entrevista pública".
"Se o ministro tem nomes de ex-militares da UNITA que mantêm armas, então que os nomeie porque é esse o seu dever", disse Júnior, sugerindo que as declarações de Paihama são "excessos de linguagem de alguém com uma linguagem atípica".
Adalberto da Costa Júnior considerou ainda as afirmações de Kundi Paihama "fora do contexto que o país atravessa" mas "contextualizadas com o tipo da pessoa que as proferiu".
"Ainda há pouco tempo o Presidente da República fez um incisivo apelo à tolerância e estas declarações só provam que as suas palavras não foram ouvidas pelos seus mais próximos", apontou.
Júnior disse ainda que se tratam de "actos de campanha de grande irresponsabilidade" e de uma "questão de cultura democrática ou falta dela".
"A UNITA desarmou exemplarmente", garantiu ainda Adalberto da Costa Júnior.

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