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Maputo reafirma interesse em fábrica de medicamentos
- 4-Jun-2003 - 19:47
Moçambique aceitou "há bastante tempo" uma proposta do Brasil para instalação de uma fábrica de medicamentos anti-retrovirais no país, faltando apenas concluir alguns aspectos técnicos do projecto, disse hoje o ministro da Saúde moçambicano.
Francisco Songane afirmou à Agência Lusa que já foram delineados alguns princípios formais conducentes ao projecto, faltando apenas a conclusão dos aspectos concretos da iniciativa, para a qual disse existir uma "grande abertura do governo moçambicano".
"A grande mensagem é que nós estamos abertos, queremos ter este tipo de fábricas instaladas no país, não apenas para os anti- retrovirais mas para todos os medicamentos em geral", afirmou o ministro.
Embora sem especificar, Francisco Songane referiu a necessidade de serem criadas condições para a instalação daquele empreendimento, o que deverá resultar das negociações em curso.
"Quando as condições não existem, criam-se, não devemos ficar à espera. O país constrói-se. Ainda que não tenhamos toda a tecnologia, não tenhamos todas as condições, podemos criá-las. É por isso que contamos com os nossos parceiros com essa experiência, como o Brasil e a Índia, com quem podemos discutir as várias alternativas existentes", afirmou o ministro.
O porta-voz do Ministério da Saúde brasileiro, Paulo Meireles, disse segunda-feira à Lusa que o Brasil aguardava uma resposta oficial de Maputo para a instalação em Moçambique de uma fábrica de anti- retrovirais avaliada em cerca de 17 milhões de euros.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, propôs em Maio, durante uma visita a Moçambique, a utilização do remanescente da dívida moçambicana para com o Brasil, no valor de cerca de 17 milhões de euros, na construção de uma fábrica de anti- retrovirais.
Paulo Maireles disse que o governo moçambicano pretende reconstruir uma antiga fábrica de aspirinas, destruída durante a guerra civil, para instalar um laboratório destinado ao fabrico de medicamentos anti-retrovirais.
A construção de uma fábrica de anti-retrovirais em Moçambique contribuiria para o fornecimento daquele fármaco a muitos países da África Austral, onde se calcula em cerca de 20 milhões o número de pessoas infectadas pelo vírus da SIDA.
Só em Moçambique existem cerca de 1,5 milhões de pessoas infectadas, calculando-se em cerca de 12 por cento dos 18 milhões da população a taxa de prevalência do vírus no país.

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