| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Comunidades
|
|
Ministro nega que forças da FLEC estejam por detrás de ataque a português
- 7-Mar-2008 - 20:22
O ministro sem pasta angolano António Bento Bembe negou hoje, em Luanda, que o cidadão português baleado em Cabinda tenha sido alvejado por elementos das Forças Armadas de Cabinda, atribuindo a acção a delinquentes.
Em declarações à Agência Lusa, Bento Bembe afirmou que desde que a paz foi instaurada no enclave tem se assistido a uma entrada "desordenada" de empresários que investem na região, mas sem obedecer às tradições locais, o que tem provocado descontentamento das populações.
"Já chamei a atenção aos empresários estrangeiros que pretendem investir na região, para que junto do Fórum Cabindês para o Diálogo acertem as melhores formas de investir, no sentido de beneficiar as populações locais", salientou Bento Bembe.
Segundo o ministro sem pasta, "os populares de Cabinda andam muito frustrados, pois não vêem quaisquer benefícios da exploração das suas riquezas. Não se pode compreender como é que existem muitos recursos naturais e a população continua na pobreza".
Esclareceu que quando os empresários vão desenvolver os seus projectos de investimento em Cabinda, ao invés de contactarem as autoridades tradicionais, pugnam por investir sozinhos, empregando mão-de-obra não local, o que não beneficia em nada os nativos.
"Isso tem provocado enorme insatisfação, levando até a haver contradições que acabam por vezes em tiros", frisou.
Questionado sobre a reivindicação do ataque contra o português pelas Forças Armadas de Cabinda (braço armado da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda - FLEC),Bento Bembe rejeitou referindo que são pessoas que pretendem fazer "aproveitamento político" da situação, para dar a entender que em Cabinda ainda há guerra.
Foi enquanto presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo que Bento Bembe assinou, a 01 de Agosto de 2006 com o governo angolano, um Memorando de Entendimento para a Paz e reconciliação na província de Cabinda.
Na altura, Bento Bembe tinha já perdido a confiança política da FLEC que nunca aceitou o memorando de paz.
O enclave de Cabinda, de onde provém a maior parte da produção petrolífera de Angola, é palco desde 1975 de uma luta armada independentista liderada pela FLEC, que alega que o território ainda é um protectorado português nos termos do Tratado de Simulambuco, assinado a 01 de Fevereiro de 1885.
Contactado telefonicamente a partir de Lisboa, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Cabinda - braço armado da FLEC (Forças de Libertação do Enclave de Cabinda) - disse também hoje à Lusa que o ataque foi desencadeado no seguimento de avisos às empresas estrangeiras que laboram em Cabinda para não ajudarem a economia de Angola.
"Quem disparou foram as FAC e vamos neutralizar tudo o que sustente a economia angolana", esclareceu Estanislau Miguel Boma.
Fonte do gabinete da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas confirmou na quinta-feira à Agência Lusa que um cidadão português da empresa de construção civil Tecnovia-Sociedade de Empreitadas S.A. foi alvejado num braço e numa perna, com tiros de arma automática vindos do mato contra a viatura em que conduzia.
De acordo com a mesma fonte, o cidadão português está fora de perigo e a receber tratamento médico no hospital militar local.
Em Dezembro passado, num ataque armado também em Cabinda, foi morto um cidadão brasileiro e duas viaturas foram incendiadas.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|