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Entrevista
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Governo recusa chefiar delegação aos Jogos Olímpicos de Pequim
- 20-Mar-2008 - 14:43
O Governo de São Tomé e Príncipe recusou um convite para chefiar a delegação desportiva que vai participar nos Jogos Olímpico de Pequim, disse à Agencia Lusa o presidente do Comité Olímpico são-tomense, João Costa Alegre.
A ministra do Desporto, Ruth Leal, alegou "motivos políticos para recusar o convite" do Comité Olímpico, adiantou João Costa Alegre à Lusa.
Há mais de dez anos que o Governo da China Popular cortou relações diplomáticas com o arquipélago de São Tomé e Príncipe, que estabeleceu, em Maio de 1997, relações com Taiwan, não reconhecido por Pequim.
São Tomé e Príncipe é um dos quatro países africanos (juntamente com Gâmbia, Suazilândia e Burkina Faso) que reconhecem Taiwan e, no passado dia 14, o primeiro-ministro reforçou essa relação diplomática numa entrevista televisiva.
"Fizemos a opção de reconhecer a República de China Taiwan em 1997, hoje é um dos nossos principais parceiros de cooperação, são nossos amigos (...) tem sido assim e não vejo como é que poderá ser diferente", disse Patrice Trovoada.
Apesar de vários contactos com o Ministério do Desporto, Ruth Leal não esteve disponível para falar à Lusa.
São Tomé e Príncipe estará representado nos jogos da capital chinesa, marcados para os dias 8 a 24 de Agosto de 2008, com uma delegação composta por 15 membros, entre atletas, treinadores, médicos e dirigentes do Comité olímpico. As despesas globais da participação rondam 80 mil dólares americanos (52,1 mil euros), já assegurados pelo Comité Olímpico Internacional, comité de organização e empresas e instituições nacionais.
O Comité Olímpico são-tomense que está a organizar a participação do país nos Jogos de Pequim disse à Lusa que São Tomé e Príncipe pretende participar com três modalidades desportivas, nomeadamente o atletismo, taikondu e canoagem, mas até ao momento apenas está garantida a participação do atletismo.
Quanto às outras duas modalidades, o Comité Olímpico está a tentar contornar a norma estabelecida, já que os atletas são-tomense não conseguiram em competições internacionais atingir o nível exigido.
Um atleta são-tomense participou recentemente numa competição internacional de canoagem realizada no Quénia e classificou-se no terceiro lugar, um posto abaixo do exigido para participar nos Jogos Olímpicos.
"Mas no quadro do chamado convite, para os atletas que não conseguiram atingir a qualificação, o país pode solicitar através de uma carta para que a federação internacional os convide a estarem também presentes", esclareceu João Costa Alegre.
Entretanto, para o atletismo, cuja participação está garantida nos Jogos Olímpicos de Pequim, estão pré seleccionados, quatro atletas. Todos eles estão radicados em Portugal e federados em clubes portugueses: Glória Diogo (Sporting), Celma da Graça (Joma), Naiel Almeida (Joma) e Deodato Freitas (Belenenses).
Desses quatro atletas, cujas idades variam entre 24 e 30 anos, dois deles, um masculino e outro feminino, serão seleccionados em Junho para integrar a delegação são-tomense que se desloca a China.
João Costa Alegre acrescenta que o comité olímpico tem vindo a acompanhar a prestação desses atletas, receando que daqui a quatro anos já sejam cidadãos portugueses, e confirma também a integração na delegação são-tomense de dois treinadores portugueses que treinam actualmente esses atletas nos respectivos clubes .
"É uma situação realmente complicada, mas não podemos fazer grandes coisas porque o país não estimula a permanência desses atletas. Não posso dizer a um atleta para não mudar de nacionalidade, quando eu não lhe garanto o mínimo de condições para o seu futuro", frisou.

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