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Portugueses sem casa, comida e dinheiro acusam consulado de os abandonar
- 23-Mar-2008 - 18:01
Três portugueses enganados por um patrão holandês estão neste país sem casa, comida nem dinheiro e acusam o Consulado de Portugal em Roterdão de os maltratar e deixá-los ao abandono.
"O senhor Moreira, do Consulado, telefonou-nos e disse-nos que não tinha nada a ver com a nossa situação. Deu-nos uma morada e disse-nos para, se quiséssemos, irmos para lá. Pensávamos que era uma pensão, ou isso, mas quando lá chegámos vimos que era um centro para sem-abrigos, cheio de colchões no chão. Recusámo-nos a ficar lá", disse à Agência Lusa Delfim Outor, um dos portugueses que protagoziram este caso na Holanda.
A história deste português de 29 anos, um serralheiro-tubista que em Portugal fazia tubagens para navios, começou há um mês quando foi contactado para ir com urgência para a Holanda.
Apesar de ter trabalho em Portugal, Delfim Outor conta que decidiu partir, aliciado com a promessa de um ordenado a dobrar.
"Telefonaram-me num sábado para vir para a Holanda na segunda-feira a seguir, porque era urgente", relatou.
No entanto, quando chegou àquele país, as coisas não correram como o esperado, porque o patrão holandês, da empresa metalomecânica Labirintu's, tinha perdido o cliente que lhe encomendara o trabalho que os portugueses iam executar.
"Andou a enganar-nos durante um mês, sempre a dizer para esperarmos mais uns dias porque ele ia arranjar outro cliente. Esta semana disse-nos que não nos arranjava nada, mandou-nos [voltar] para Portugal e avisou que não nos pagava a viagem de regresso", afirmou Delfim Outor.
No total, os portugueses trabalharam apenas uma semana e meia, tendo a maioria regressado a Portugal com a ajuda de familiares.
No entanto, três deles, entre os quais Delfim Outor, não têm possibilidades de regressar.
"Apenas quero que a empresa que me pagou para vir para a Holanda me pague para regressar para Portugal e o tempo que estive aqui parado", sublinhou o português.
Sem casa e sem dinheiro, os portugueses conseguem comida graças a uma cabo-verdiana que tem um café e lhes dá umas "sandes e uns sumos".
Por isso, na passada quarta-feira dirigiram-se ao Consulado de Roterdão para pedir ajuda, mas foi-lhes dito que "não podiam fazer nada".
Através de uma pessoa em Portugal tomaram conhecimento do número de telefone do Gabinete de Emergência Consular, onde lhes foi dito que iriam "contactar com o Consulado em Roterdão para resolver o problema".
"Ontem (sábado) recebemos um telefonema do senhor Moreira do consulado a dizer que recebeu ordens para tratar do caso, mas estava em Portugal e não tinha nada a ver com a nossa situação. Disse-nos para resolvermos o nosso problema, deu-nos uma morada e disse-nos para, se quiséssemos, irmos para lá", relatou.
Quando chegaram à morada, verificaram que se tratava de um centro para "sem-abrigo e drogados, com uma camarata com mais de 100 colchões no chão" e recusaram-se a ficar.
Preferiram o chão da sala de um amigo que fizeram na Holanda.
Delfim Outor sublinhou o "trabalho excelente e correcto" do Gabinete de Emergência Consular, que "está sempre em contacto" com os portugueses, mas lança duras críticas ao Consulado por "não se interessar e nada fazer".
Contactada pela Lusa, fonte do gabinete do Secretário de Estado das Comunidades afirmou que António Braga "vai mandar averiguar esta situação".
"Em todo o caso, o secretário de Estado alerta uma vez mais para que as pessoas não se aventurem em trabalhos temporários no estrangeiro sem primeiro verificarem a validade das propostas apresentadas", acrescentou.
Criado em Janeiro passado pelo secretário de Estado das Comunidades, António Braga, o Gabinete de Emergência Consular é uma estrutura que o Governo disponibiliza aos portugueses no estrangeiro, que funciona 24 horas por dia e que pretende proporcionar apoio consular em situações de emergência.

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