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Entrevista
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A visita oficial (Cavaco Silva) que será também uma emoção forte
- 23-Mar-2008 - 18:02
A visita oficial que realiza a Moçambique, de segunda a terça-feira, será para o Presidente da República português mais do que um momento para relançar as relações bilaterais: será também uma revisitação emocionada do seu passado pessoal.
Numa entrevista repleta de passagens intimistas ao semanário moçambicano "Domingo", um dos principais do país, Cavaco Silva confessa a "emoção forte" que o une ao país onde cumpriu o serviço militar e onde passou alguns dos momentos mais marcantes da sua vida conjugal.
"As minhas relações afectivas com Moçambique são fortes. Quando uma pessoa passa a lua-de-mel e os dois primeiros anos de casado, como aconteceu comigo, numa terra e ainda por cima numa terra linda, nunca mais se esquece essa terra. Eu faço mais publicidade a Moçambique que muita imprensa", refere o chefe de Estado português, numa entrevista de quatro páginas intitulada "A visita do amigo".
Na entrevista, realizada em Lisboa precisamente antes de partir com toda a família para Moçambique em férias da Páscoa, Cavaco Silva desabafa: "Tenho quatro netos. Vou mostrar onde o pai e a mãe estiveram e onde os avós estiveram."
Cavaco Silva conta depois que voltou a Maputo pela primeira vez em 1988 e lembra as vicissitudes da sua chegada ao país, depois de trocar os livros de Economia pelo uniforme militar.
"Fui mobilizado. Estava no último ano da universidade, no curso de Económicas e Financeiras, e não me deixaram terminar. Fui lá no fim do ano fazer os exames. Colocaram-me na Administração Militar e fiquei no quartel-general, então situado na Ponta Vermelha e, depois, na Cantina Militar, ali para os lados da Malhangalene", relata.
De resto, como refere a introdução à entrevista, o chefe de Estado português é "amigo pessoal de Armando Guebuza [Presidente moçambicano], de Joaquim Chissano [anterior Presidente],e colega de estudo de muitos moçambicanos entre os quais Mário Machungo, Eneas Comiche e Fernando Honwana".
"Fomos encontrar um Cavaco Silva emocionado com esta visita, cuja emoção lhe transparecia no rosto e cujos sentimentos nunca tentou esconder", referem também os autores da entrevista.
Sobre a capital moçambicana, onde passou a maior parte do tempo enquanto jovem militar, o chefe de Estado português considera-a "a cidade mais bem traçada de África".
"Há dez anos que não vou a Maputo, que, para mim, é a cidade mais bem traçada de África, avenidas largas (...) É uma cidade muito agradável, com aqueles jacarandás, com a vista sobre o mar (...) Agora, é óbvio que a cidade já está muito mais ocupada, principalmente entre a cidade e o aeroporto", comenta.
Numa visita oficial diferente de outras, Cavaco Silva confessa, por isso: "Não posso esconder que volto lá com uma certa emoção. Vou com emoção, mas vou também com entusiasmo porque Moçambique é um caso especial."

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