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Timor: Nada como pôr a boca no trombone… salvo seja!
- 18-Apr-2008 - 18:25


Ontem o recém-regressado a Dili, – e quase miraculoso sobrevivente –, José Ramos-Horta, presidente de Timor-Leste, após a longa convalescença a que teve direito por via dos tiros recebidos durante a tentativa(?)de assassínio [desculpem se ainda duvido, mas os anteriores desenvolvimentos nada indicam que Alfredo Reinado fosse assim tão louco como querem pintar e depois de 18 meses de negociações entre ambos], em 11 de Fevereiro passado, terá afirmado que a Indonésia haveria recebido no seu seio alguns dos membros da equipa de Reinado, entre eles o ainda – sê-lo-á? – foragido Gastão Salsinha.


De acordo com o presidente, recebido como um herói, a acção de Reinado (qual?) teria sido planeada por elementos externos – estaria a referir-se, uma vez mais, à Indonésia ou ao seu neo-colonizador vizinho do sul? – “interessados em desestabilizar o país e lançá-lo numa guerra civil”.

Segundo certas fontes citadas pelo presidente Reinado teria estado em Maio de 2007 na Indonésia. Mas era com tropas australianas que Reinado melhor se dava, como comprovam muitas fotos durante a sua detenção, antes da fuga(?) que levou à “intentona”…

Na mesma altura o altruísta presidente propôs a Salsinha se rendesse a um pároco que merece a confiança de ambos porque já seria tempo de o fazer e acabar com a “aventura” (qual?) e porque agora qualquer tentativa de fuga seria coarctada (ora aqui está uma palavra que o novo Acordo Ortográfico vai impedir de fazer erros; ninguém lê o “c”…) de imediato e sem contemplações para a sua própria vida (assim como assim, ninguém duvida que haverá quem queira Salsinha como Reinado não vá também ele soprar fortemente o trombone…).

Ramos-Horta relembrou que Salsinha terá dito que se renderia logo que o presidente regressasse e só a este. Até porque Ramos-Horta relembra que só uma solução negociada para o País poderá acabar com a “insurreição” e aproximar os políticos da realidade nacional.

A mesma realidade que Ramos-Horta relembrou estar inquinada com milhares de pobres que não vêem a cor dos fundos do petróleo.

E se a acusação foi directa mais directa não poderia ser a resposta da Indonésia.

Depois do governo indonésio ter solicitado a Ramos-Horta, entretanto, provas sobre o alegado envolvimento directo ou indirecto de indonésios no ataque de que foi alvo na sua residência e que o deixou ferido com gravidade, a polícia indonésia afirmou hoje que deteve 3 indivíduos, ex-militares nas Forças de Defesa de Timor-Leste, sem, no entanto, divulgar quaisquer detalhes em relação à sua identidade ou quanto ao local onde teriam sido detidos.

E o mais interessante é que não foram os indonésios a dizê-lo directamente, mas uma emissora australiana ABC News que o anunciou citando o chefe de Estado indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.

Quase apetece dizer… “interessante e elementar meus caros indonésios”…

Entretanto há algo que ainda me suscita dúvidas. Quem aceitará eleições legislativas e, provavelmente, presidenciais antecipadas no País? Provavelmente, deveria perguntar quem não irá, quase certamente, que elas se realizem…

18/Abr/2008
http://elcalmeida.net
elcalmeida@gmail.com


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