| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Brasil
|
|
João Carrascalão reeleito líder da UDT em congresso renovador
- 9-Jun-2003 - 9:28
O congresso da União Democrática Timorense (UDT) reconduziu João Carrascalão como líder do partido mais antigo de Timor- Leste, à frente de uma direcção renovada e em que deixou de figurar qualquer fundador daquela formação política.
A eleição concluiu o terceiro congresso da UDT, realizado em Díli, que marcou uma viragem para o interior e para a geração mais nova, prometendo preparar o partido para uma "oposição construtiva".
João Carrascalão lidera uma equipa de 14 pessoas - 11 no Conselho Superior Político (CSP) e três no Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) - que integrou a única lista concorrente à eleição e que foi aprovada com 473 votos a favor, 15 contra e seis abstenções.
A lista demonstra o esforço de centralizar em Timor- Leste a liderança da UDT, até agora espalhada por vários países, o que na opinião deste partido, fundado em Maio de 1974, levou ao seu enfraquecimento junto do eleitorado.
Em número dois da UDT surge agora Luís Rodrigues, um engenheiro formado na Indonésia com formação adicional no Brasil, que até recentemente era responsável por vários projectos no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Díli.
As eleições marcaram ainda a entrada na liderança dos dois deputados da UDT no Parlamento Nacional, Alexandre Corte-Real (jurisprudência nacional) e Quitéria da Costa (secretária nacional).
O CSP inclui ainda três vice-presidentes (Cândido Conceição, Cipriano Gonçalves e Silvestre de Oliveira), um vice-secretário-geral (Hélder da Conceição) e cinco secretários nacionais - a deputada Quitéria da Costa, João Carlos Sarmento, Martinho Gusmão, José Manuel Almeida e João de Brito.
Com Corte-Real no CJN estão o "número dois" Francisco Alberto Carlos e a auditora de contas Dulce Gusmão.
Além da escolha dos novos corpos directivos, o congresso de três dias, que reuniu cerca de 800 delegados, aprovou ainda a criação de um "governo sombra", com 15 pastas, cujos representantes serão escolhidos dentro de um mês por João Carrascalão.
Os estatutos da UDT passaram a incluir a referência à "defesa da integridade territorial de Timor-Leste" onde antes se lia "defesa da auto-determinação", entretanto conquistada.
O congresso aprovou ainda, por aclamação, a defesa de um governo de unidade nacional para Timor-Leste e deliberou criar uma comissão para recolher dados em todo o país que permitam compilar uma lista de "heróis da UDT".
Um dos momentos mais quentes do congresso referiu- se ao debate sobre fundos recebidos em nome da UDT, nomeadamente no interior, durante o período de luta contra a presença indonésia.
Vários delegados questionaram os responsáveis pelo partido na altura, exigindo saber quanto dinheiro foi enviado, para quem e como foi gasto.
Para João Carrascalão, o congresso cumpriu todas as expectativas, ajudando o partido a "iniciar uma nova fase de vida".
"Cumprimos o lema do congresso. Houve muita exigência para que se fizesse justiça. Os delegados querem justiça sabendo o que aconteceu em Timor e qual a verdadeira história do partido", disse à Agência Lusa.
Especialmente importante, realçou, foi o processo de "rejuvenescimento" do partido, com "mudanças que não alteram os ideais" e que consigam ajudar "a estabelecer uma verdadeira democracia em Timor-Leste".
"A UDT quer participar num verdadeiro clima de unidade nacional, sem violência, sem qualquer forma de conflito e garantindo que todos colaboram, seja qual for o governo, para consolidar este Estado", sublinhou.
De nota mais negativa, para muitos dos participantes, a ausência de Mário Carrascalão, fundador da UDT e actual presidente do PSD timorense.
O congresso terminou num ambiente de alegria, com João Carrascalão a emocionar-se e a saudar, entre bandeiras da UDT e de Timor-Leste, todos os que desde sempre apoiaram um partido que se afirmou "nacionalista" e que sempre "defendeu a independência" do país.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|