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CEMGFA timorense diz que crise de 2006 «não foi militar»
- 12-Jun-2008 - 14:34
A crise de 2006 "foi mais política do que militar", afirmou hoje o Chefe do Estado-Maior General das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), brigadeiro-general Taur Matan Ruak, em entrevista à Agência Lusa e à RDP.
"Continuam a falar da crise militar de 2006 mas não foi isso que aconteceu. Houve uma crise política, causada por factores que foram aproveitados para precipitar a situação", afirmou Taur Matan Ruak.
"Mesmo a questão entre 'lorosae' e 'loromonu' foi uma invenção de quem queria tirar vantagem", acrescentou Taur Matan Ruak, referindo-se à alegada inimizade entre timorenses originários dos distritos orientais e ocidentais do país.
Essa rivalidade, e alegações de discriminação com base regional, estiveram na base da petição de cerca de 600 militares das F-FDTL, que precipitaram a crise em Abril de 2006.
"A prova (de que a diferença regional não é problema) é o sucesso que conseguimos nos distritos ocidentais" com o Comando Conjunto da operação "Halibur", explicou o brigadeiro-general.
"Nas F-FDTL temos ainda mais de 200 elementos com origem 'loromonu' e há uma grande vontade de jovens em aderir", explicou Taur Matan Ruak.
"Desde a criação da guerrilha que o equilíbrio regional foi uma preocupação nossa, uma vez que Timor-Leste é um país multiétnico", acrescentou o CEMGFA timorense.
As F-FDTL e a Polícia Nacional (PNTL), que em 2006 protagonizaram um conflito que provocou cerca de 30 mortos e mais de cem mil deslocados, actuaram juntas entre Fevereiro e Maio de 2008, na sequência dos ataques de 11 de Fevereiro contra o Presidente da República e o primeiro-ministro.
Foi nos distritos ocidentais, ou "loromonu", conotados com os peticionários das Forças Armadas e com o fugitivo major Alfredo Reinado, que a "Halibur" perseguiu os suspeitos do 11 de Fevereiro, reunidos em torno do ex-tenente Gastão Salsinha após a morte de Reinado.
A experiência do Comando Conjunto, dissolvido no início de Junho por decisão do Conselho de Ministros, "foi um sucesso", salientou o brigadeiro-general Ruak, na entrevista à Lusa e à RDP.
Taur Matan Ruak adiantou que "outras formas de colaboração" entre F-FDTL e PNTL estão em estudo após a dissolução do Comando Conjunto.
Para o comandante timorense, é necessário continuar a experiência de colaboração entre militares e polícias, depois da "capitalização" entre as duas forças forçada pelo 11 de Fevereiro.
O brigadeiro-general Ruak salientou, porém, que "ainda há factores a ter em conta" que influenciam a estabilidade do país e das forças de segurança timorenses.
"A situação de segurança ainda é frágil", afirmou o CEMGFA no seu último dia nas instalações onde funcionou o Comando Conjunto, no Memorial Hall, no Bairro do Farol, em Díli.
Sobre o futuro das Forças Armadas, Taur Matan Ruak salientou que apenas 80 dos mais de 600 antigos militares acantonados em Díli desde Fevereiro de 2008, como peticionários, manifestaram a intenção de regressar às fileiras das F-FDTL.
"E o número diminui a cada dia que passa", frisou o brigadeiro-general, acrescentando que esses ex-peticionários serão submetidos ao mesmo processo de selecção que os novos recrutas das F-FDTL, em Agosto deste ano.
"Não temos problemas com o regresso dos peticionários. Apenas temos que lhes dar a conhecer os riscos que correm se não forem seleccionados e tiverem na mesma que ingressar na vida civil", afirmou Ruak.
"Os ex-peticionários que optarem pela vida civil recebem uma série de incentivos e apoios. Para os que ingressarem no recrutamento e não forem aprovados não haverá esses apoios", explicou o brigadeiro-general.
As F-FDTL atingiram em 2005 o efectivo de 1435 militares, número recomendado pelos estudos estratégicos das forças de segurança timorenses.
Com a crise de 2006 e a expulsão de 592 peticionários, as F-FDTL perderam de uma só vez quase metade dos seus efectivos.
O novo recrutamento pretende completar o efectivo que existia em 2005, afirmou Taur Matan Ruak.
"A modernização das F-FDTL vai levar uns vinte anos. O desenvolvimento das forças, em menos tempo, já está a ser feito e estamos empenhados na definição de prioridades e investimentos", acrescentou.
"Sete anos é pouco tempo comparando com o trabalho que temos pela frente", referiu.
Questionado sobre o seu futuro político e a hipótese de uma candidatura à Presidência da República, Taur Matan Ruak respondeu apenas que está "traumatizado" com a política e que preferia poder fazer "outra coisa" na vida civil.

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