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Governo e Fundação Carr com gestão conjunta do Parque da Gorongosa
- 24-Jun-2008 - 19:03
O Governo moçambicano e a fundação Carr, do milionário norte-americano Greg Carr, assinaram hoje um acordo para a gestão conjunta até 2028 do Parque Nacional da Gorongosa, no centro do país.
A assinatura do convénio foi testemunhada pelo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, numa visita ao parque, cuja fauna foi dizimada quase por completo durante a guerra civil de 16 anos, terminada em 1992, entre a RENAMO, actual principal partido da oposição, e a FRELIMO, no poder.
O pacto para a administração do Parque Nacional da Gorongosa foi rubricado no primeiro trimestre deste ano entre o ministro do Turismo moçambicano, Fernando Sumbana, e o presidente da Fundação Carr, o magnata norte-americano Gregory Carr.
Segundo uma nota de imprensa hoje divulgada em Maputo, durante o período de vigência do acordo, a Fundação Carr vai despender anualmente um mínimo de 1,2 milhões de dólares (770 mil euros) para financiar os diversos projectos de restauração do parque.
Entre as actividades a serem desenvolvidas inclui-se a criação de um departamento de serviços de conservação, que irá abranger o desenvolvimento e a gestão do santuário de fauna bravia, bem como programas de reintrodução e reprodução de animais, de veterinária e de controlo de queimadas dentro do parque.
A equipa de gestão do parque vai ter um departamento de desenvolvimento turístico, que será responsável pelo plano de desenvolvimento do turismo, incluindo o Plano de Zoneamento Turístico (PZT) e a promoção da marca comercial do parque numa base mundial, segundo o comunicado.
Os gestores do parque vão igualmente criar um departamento de relação com as comunidades e outro de educação e formação, responsável por programas de educação e formação para o desenvolvimento da capacidade dos trabalhadores em todos os departamentos do empreendimento.
A verba servirá ainda para a abertura de um centro de pesquisa da Gorongosa, ao qual caberá desenvolver e manter o plano de gestão ecológica do parque e o da zona tampão, bem como monitorar o ecossistema.
Este departamento irá também recolher e avaliar dados e desenvolverá relacionamento com instituições académicas de nível mundial e outras instituições de ciências.
"A equipa de gestão do parque terá a responsabilidade individual e colectiva sobre a manutenção diária do parque e a responsabilidade completa pela administração do parque", lê-se no memorando.
"As receitas directas deste projecto incluem todas as taxas de acesso e admissão ao parque, receitas de todas as concessões turísticas e de outras concessões, taxas contratuais e/ou royalties associadas às infra-estruturas do Parque", acrescenta nota.
A equipa de gestão do parque deverá também supervisionar quaisquer autoridades de desenvolvimento do parque, o processo de selecção dos operadores do sector privado e provedores de serviços no parque, além de ser responsável por todo o apoio contínuo às estruturas gerais do parque, nomeadamente a manutenção das estradas, gestão dos veículos e armazenamento e distribuição do combustível.
Nas próximas duas décadas, deverá ainda ser elaborado um modelo empresarial sustentável e um plano de maneio do parque, documentos que deverão definir as políticas de desenvolvimento de infra-estruturas do parque para todo o período de vigência do acordo.
De acordo com a nota da Fundação Carr, "o plano de desenvolvimento das infra-estruturas do Parque deverá incluir sistemas favoráveis ao meio ambiente, tais como energia solar, aquecimento da água através de energia solar, recolha e armazenagem de água da chuva, e reciclagem de sistemas de composto".

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