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  Comunidades
PNUD, Fundo Global e sociedade civil no combate ao VIH/Sida
- 26-Jun-2008 - 18:25


O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com financiamento do Fundo Global assinou hoje em Luanda um acordo com 13 organizações não-governamentais para o combate ao VIH/Sida junto das trabalhadoras do sexo e camionistas.


O projecto, avaliado em 1,9 milhões de dólares, terá a duração de um ano e visa sensibilizar as trabalhadoras do sexo e os camionistas para o risco de contraírem sida por estarem permanentemente expostos à doença.

Segundo a directora-geral adjunta do Instituto Nacional de Luta contra a Sida (INLS) em Angola, Lúcia Furtado, a estratégia da instituição consiste em realizar parcerias com os diferentes sectores, sobretudo a sociedade civil, para adoptart acções nos diferentes níveis da luta contra a sida, como a prevenção primária (antes de contrair a doença), a secundária (depois da contaminação) e a terciária (tratamento).

"Com esse acordo pretende-se expandir as actividades no âmbito do combate ao VIH/Sida nas comunidades", salientou .

De acordo com Lúcia Furtado, neste grupo deverão realizar-se acções de prevenção primária mediante a criação de condições para que população/alvo tenha acesso à informação, educação, serviços de aconselhamento e testagem voluntária, aos serviços de assistência, tratamento e seguimento.

O projecto abrangerá nove províncias, designadamente, Luanda, Zaire, Benguela, Cunene, Cabinda, Huíla, Lunda-Sul, Moxico e Huambo, cujos critérios de selecção obedeceram à taxa de prevalência da epidemia, em que o Cunene é a mais atingida com 9,4 por cento, por se situar junto à fronteira com a Namíbia, que tem uma prevalência de 20 por cento.

A sero-prevalência do VIH/Sida na população angolana em geral é de 2,1 por cento, uma das mais baixas de África.

Segundo Lúcia Furtado, a situação não deixa de ser "alarmante", porque o país conta uma extensa fronteira com outros países africanos, nomeadamente Zâmbia e Namíbia.

Para o gestor do programa de VIH/Sida e tuberculose do PNUD em Angola, Mário Cooper, trata-se de um projecto que tem por meta manter a taxa de prevalência actual em Angola, por ser das mais baixas de África.

"Este projecto destina-se também a não permitir que a taxa de prevalência suba, com incidência para as trabalhadoras do sexo pelos riscos que o tipo da actividade que desenvolvem as remete", referiu Cooper.

Entre as actividades específicas a desenvolver no projecto, inclui-se a prevenção e educação junto das trabalhadoras do sexo, que pela primeira vez se realiza em Angola.

O representante da organização não-governamental angolana de combate ao VIH/Sida, Pombal Maria, em nome das 13 organizações da sociedade civil, referiu que a assinatura do acordo representa um "compromisso" com as comunidades mais vulneráveis.

"Neste caso pensamos diminuir o impacto do VIH/Sida nessas comunidades e acho que este projecto será integrado no sentido de comportar também a atribuição de pequenos créditos às mulheres que fazem a troca de sexo por dinheiro, por ser uma preocupação económica", afirmou.


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