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  Entrevista
Não houve transparência, mas glória aos vencedores
- 7-Sep-2008 - 17:24

Como se pode dizer que há transparência quando a imprensa pública, claramente, fez campanha por um dos partidos concorrentes, incluindo no próprio dia da eleição?


Como dizer que houve transparência quando um dos candidatos “obriga” os votantes esperarem na fila de voto para ser o primeiro votante e em plena urna faz um gesto caracterizador do seu partido à frente de toda a gente, nomeadamente, do presidente da CNE sem que isso fosse criticado (numa democracia consolidada, o que infelizmente ainda não acontece com a nossa, esse gesto dava direito a processo crime)?

Como se pode dizer que houve transparência quando um dos nossos “Palancas”, em plena mesa de voto, declara na TPA que votou bem, dado que votou no “partido do seu coração” símbolo ligado a um dos actores concorrentes ao pleito eleitoral?

Como dizer que houve transparência quando um dos partidos tinha todo o dinheiro e os outros nada tiveram?

Como se pode dizer que houve transparência quando os boletins de voto andaram “perdidos” e as listas dos eleitores em papel ou digital estiveram “desaparecidas”?

Quando pode haver transparência se a maioria das urnas tiveram de ser enviadas para os Centros provinciais porque os locais de voto não tinham condições de luminosidade para os conferir e esta conferência só ter acontecido 24 horas após o encerramento da votação?

Como se pode dizer que houve transparência quando observadores dizem ser um “desastre” e depois virem dar o dito por não dito e esclarecer aquilo que quiseram dizer mas que não souberam sustentar porque Angola é só o maior produtor de crude da África subsaariana?

Como dizer que houve transparência quando um dos observadores afirma que os observadores internos independentes não obtiveram a sua credenciação e depois apareceram algumas centenas de observadores credenciados por um dos actores do pleito eleitoral?

Como se pode dizer que houve transparência quando um dos observadores internacionais afirmou que esta “desorganização” estava bem organizada, nomeadamente quando estava prevista a abertura de cerca de 300 mesas de Assembleia no segundo dia e depois só abrirem cerca de 40 mesas?

É claro que não houve transparência nas eleições legislativas angolanas!

Mas apesar de não ter havido transparência, não me parece, nem é crível que tenha havido fraude eleitoral!

A prova está na forma como, até ao momento, os partidos de Oposição se comportaram sem criar problemas. O único acto contrário à normalidade – e, mesmo assim, é normal numa democracia sustentada – aconteceu com o natural pedido de impugnação do acto eleitoral da Província de Luanda, por parte da UNITA. Outros limitaram-se a dizer o que antes escrevi: houve falta de transparência que necessita de ser devidamente analisada pela CNE juntamente com os Observadores internacionais.

Apesar de considerar ter havido falta transparência, não me parece que seja suficiente para considerar nulas estas eleições.

Espero que nas presidenciais estes factos sejam devidamente ponderados mas cimentar ainda mais a nova democracia angolana.

Até porque era claro que o vencedor há muito que estava anunciado, só persistia a dúvida quanto aos números, nomeadamente, se os angolanos iam dar todo o poder, nomeadamente constitucional, a um único partido.

Porque na democracia há vencedores e vencidos, parabéns aos já vencedores – os números apresentados até ao momento (+ de 80% dos votos obtidos em 50% dos escrutinados) dificilmente indiciam outro qualquer resultado – e honra e muito trabalho de controladores possíveis na nova Assembleia Nacional.

De realçar, infelizmente, o elevado número de votos brancos e nulos que quase os transformam na terceira força política nacional quase junto à UNITA a actual segunda posicionada.

A confiança de Paz que Samakuva deu na sua entrevista, de hoje e quase integralmente retransmitida pela Rádio Nacional de Angola(?!), onde quase assumiu a derrota é sintoma que a democratização está a ser implantada em Angola.

Agora só falta a transparência para dizer que Angola é um País onde impera a plena democracia!

7/Set/2008
elcalmeida@gmail.com
http://elcalmeida.net


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