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Crocodilos matam 12 pessoas e fere quatro em Sofala (centro)
- 1-Oct-2008 - 14:24
Doze pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas no primeiro semestre deste ano na sequência de ataques de crocodilos na província de Sofala, centro de Moçambique, indicou hoje uma fonte governamental.
Segundo as autoridades de Sofala, as vítimas foram atacadas por crocodilos quando tentam tirar água dos rios, única fonte existente, sobretudo nas regiões distantes das áreas urbanas do país.
Dados das Nações Unidas indicam que apenas 26 por cento da população moçambicana das zonas rurais tem acesso a fontes melhoradas de água potável (comparado com 72 por cento nas zonas urbanas), sendo a cobertura total de 43 por cento em todo o país.
Até 2015, as autoridades moçambicanas estimam que 70 por cento da população terá água potável, contra os actuais 43 por cento, apesar de o país se situar a jusante de nove das 15 bacias hidrográficas internacionais partilhadas pela África Austral, com mais de 50 por cento do escoamento total gerado nos países vizinhos de Moçambique.
A meta dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio estabelecida para Moçambique é de 68 por cento de cobertura de fontes melhoradas de água potável até 2015.
O Director Nacional de Terras e Florestas de Moçambique, Raimundo Cossa, considerou inaceitável a morte da população por animais devido à procura de água.
Para Cossa, uma das medidas a ser tomada é evitar que o homem viva ao longo das rotas dos animais.
"A nossa estratégia é acabar com esta situação, encontrando-se alternativas viáveis. Isto acontece também para o caso de elefantes", disse.
"Continuamos a enfrentar problemas muito sérios de conflito homem/animal", reconheceu o Director Nacional de Terras e Florestas de Moçambique.
Nos últimos anos, a disputa homem/animal tendeu a aumentar, mas, para resolver o problema recorre-se ao seu abate.
Neste sentido, o executivo moçambicano definiu como estratégia a recolha de mais de 150 mil ovos de crocodilo ao longo dos principais rios moçambicanos.
Algumas empresas especializadas neste ramo, nomeadamente da Itália e Japão, estão envolvidas na captura de crocodilos adultos, sobretudo ao longo do Zambeze, destinadas a alimentar os mercados de pele, usada no fabrico de sapatos, pastas e cintos.
As comunidades residentes nos locais de abate de crocodilos e extracção da respectiva pele têm o direito de receber 20 por cento, correspondente à taxa de exploração deste recurso.

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