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Militares protegem nidificação de ave rara com dinheiro de ambientalistas
- 2-Nov-2008 - 14:33


No ilhéu Raso, reserva natural de Cabo Verde, nidifica uma população de cagarras única no mundo que tem sido dizimada. Este ano militares protegeram as aves mas foi uma associação ambientalista que teve de pagar a operação.


Por Fernando Peixeiro
da Agência Lusa

"Praticamente custeámos tudo, incluindo o barco da guarda costeira, a quem pagámos 1900 euros de combustível. Um preço de apoio à Biosfera, quando esse devia ser o trabalho deles".

A queixa é de José Melo, presidente da associação ambientalista Biosfera I, da ilha de S. Vicente, que organizou todo o projecto para que, este ano, pescadores deixassem as cagarras nidificar em paz.

A Lusa falou com ele no ilhéu, uma rocha árida de sete quilómetros, onde a associação esteve acampada todo o mês, em conjunto com militares e polícia marítima, à espera que todas as cagarras saíssem dos ninhos em segurança.

No ilhéu nidifica 75 por cento da população mundial de cagarras Calonectris edwardsii, uma ave que vive nove meses no mar e que só vai a terra para se reproduzir. Cada casal põe apenas um ovo, em Junho, e as crias saem do ninho no mês de Outubro.

No ilhéu existem cinco espécies de répteis e já foram ali avistadas mais de 50 espécies de aves, migratórias ou nativas, grande parte delas na "lista vermelha" das aves em extinção.

Há décadas que, todos os anos, em Outubro, pescadores das ilhas de Santo Antão e de S. Vicente se deslocam ao ilhéu e matam todas as cagarras que estão para sair do ninho, ainda que a ilha esteja protegida por lei.

No ano passado, segundo as contas da Biosfera I, mataram 12.700 cagarras, mais 27.000 em 2006 e entre 30 a 35 mil em 2005. Todas foram vendidas em Santo Antão e S. Vicente, como petisco.

Este ano a associação deslocou-se às comunidades de pescadores a explicar-lhes que não deviam ir ao ilhéu porque as autoridades não deixariam que houvesse matança. Alguns pescadores de Sinagoga, Santo Antão, ainda responderam que iriam de qualquer maneira, correndo o risco de serem presos, mas na verdade nenhum apareceu.

Pescadores de Salamansa, S. Vicente, ainda rondaram a ilha, justificando que andavam à pesca, como constatou a Lusa. José Melo garante que vai tentar proteger o ilhéu Raso pelo menos mais dois anos.

"É preciso que o governo adira a esta causa. Já tivemos muitos anos de guerra, vamos estar aqui mais dois anos, e deitar tudo depois por água abaixo é o pior que podia acontecer", avisa José Melo.

Todo este trabalho, de resto, diz, é absurdo, já que foi o próprio governo quem classificou o ilhéu como reserva natural. "Para estar aqui a proteger as cagarras tive de ter uma autorização por escrito, mas quem vem matar 12.000 não tem problema nenhum".

E absurdo é também ser a associação a ter de suportar os custos de um trabalho que devia ser do Estado. A Biosfera, através de parceiros, conseguiu 7.000 euros para a operação, pagando com eles o combustível para a deslocação das forças de segurança e a sua estada e alimentação. No fim do mês o governo acabou por contribuir com 4.500 euro.

O comissário da Polícia Marítima de S. Vicente, Manuel Monteiro, disse à Lusa que teve efeito a sensibilização dos pescadores, feita nos últimos meses, e que o ilhéu fica demasiado longe para se correr o risco de lá ir e nada poder apanhar.

A Biosfera I calcula que saíram este ano dos ninhos do Ilhéu oito mil crias de cagarras, praticamente toda a nova população de Cabo Verde, o mesmo é dizer do Mundo, já que é uma espécie única, como de resto é também uma espécie de calhandra, das aves mais raras e que hoje pouco ultrapassa a meia centena de indivíduos.

Sem contar com os gansos patolas, o rabo de junco ou o lagarto tarantola (único também). Este ano puderam todos viver em paz, nem que para isso militares e ambientalistas tivessem que dormir um mês nas rochas, a comer peixe, enquanto à noite se distraíam a contar histórias de animais e do mar, à luz da lua.


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