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Consórcio brasileiro e sul-africano quer explorar carvão de Moçambique
- 12-Jun-2003 - 20:06
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) assinou quarta-feira um memorando de entendimentos com a Industrial Development Corporration of South Africa (IDC) e com a siderúrgica sul-aficana ISCOR para desenvolver estudos de pré- viabilidade para a exploração de depósitos de carvão em Moatize, em Moçambique, foi anunciado pela empresa.
O consórcio vai investir 3 milhões de dólares (2,56 milhões de euros) na actualização de estudos desenvolvidos nos anos 80 pela CVRD e outras empresas.
A CVRD pretende vender o carvão metalúrgico para siderurgias brasileiras enquanto que o ISCOR vai vender o carvão de Moatize para as suas quatro unidades localizadas na África do Sul.
O IDC, órgão do governo, ficará responsável pelo financiamento do projecto juntamente com outros grupos interessados na operação.
Um comunicado distribuído pela CVRD refere que "caso os resultados obtidos com o estudo sejam satisfatórios" e o projecto se concretize a parceria será uma das maiores iniciativas, privada e pública, para desenvolvimento das infra-estruturas locais ligadas ao plano do Vale do rio Zambeze.
O projecto envolve o desenvolvimento de uma mina de carvão metalúrgico e térmico em Moatize, na província moçambicana de Tete, destinado à exportação e consumo doméstico, a reconstrução do caminho de ferro do Sena e o desenvolvimento de um porto próximo da Beira para exportação do carvão.
A CVRD é a maior mineradora da América com vendas superiores a 11 mil milhões de dólares (9,4 mil milhões de euros) e a maior produtora e exportadora de minério de ferro do mundo e um dos maiores produtores globais de manganês e ligas de ferro.
A ISCOR é a maior siderurgia sul-africana com uma produção anual de seis milhões de toneladas destinados a mercados nacional e internacional.
Caso os resultados do estudo de pré-viabilidade económica sejam satisfatórios os sócios constituirão uma Sociedade de Propósito Especifico (SPE) com o objectivo de realizar estudos de viabilidade de financiamento e levar à prática o projecto.
A criação da SPE estará, no entanto, sujeito à decisão do governo de Moçambique relativa à concessão dos direitos de exploração das reservas naturais e da operação da linha de caminho de ferro e porto e do apoio de agências governamentais e privadas para os projectos de infra-estruturas.
Um outro grupo com parcerios da China e da África do Sul candidatou-se ao mesmo projecto, mas fontes contactadas pela Lusa, afirmaram que o envolvimento do governo do Maputo no projecto da CVRD aponta para que a concessão seja dada à parceria entre o Brasil e a África do Sul.
O projecto é ainda apoiado pela Nova Parceria para o Desenvolvimento e África (NEPAD).

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