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Daniel Gomes diz-se ameaçado por Kumba Ialá
- 13-Jun-2003 - 19:20
O porta-voz do PAIGC, Daniel Gomes, acusou sexta-feira o Presidente da República, Kumba Ialá, de querer "silenciar o partido" através de "ameaças verbais".
O dirigente do PAIGC(Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) explicou, em declarações à Agência Lusa, que Kumba Ialá o chamou à presidência e, na presença do primeiro- ministro, Mário Pires, "ameaçou e humilhou o partido libertador do país".
Também presente neste encontro entre Daniel Gomes e Kumba Ialá, esteve M'bam Diarra, a número dois da estrutura hierárquica do Gabinete de Apoio ao Processo de Paz na Guiné-Bissau da ONU(UNOGBIS), que, segundo o porta-voz do PAIGC, "foi chamada pelo presidente para assistir à humilhação e às ameaças".
"O presidente chamou-nos, disse o que queria e mandou-nos embora sem que pudéssemos argumentar sobre os elementos aduzidos por ele", sublinhou Daniel Gomes.
Esta chamada inusitada do responsável do PAIGC, que faz parte da Comissão Permanente do "bureau" político, é explicada pela reacção do partido na quinta-feira ao "impasse" que se assiste actualmente no processo eleitoral do país, em que a data de 06 de Julho para as legislativas antecipadas deverá ser adiada, depois de o mesmo ter acontecido a 20 de Abril.
Daniel Gomes não especificou à Lusa o tipo de ameaça de que foi alvo por parte de Kumba Ialá, mas garantiu que "foram evidentes" essas mesmas ameaças bem como os objectivos: "Tentar calar o PAIGC".
Kumba Ialá, ainda de acordo com Daniel Gomes, responsabilizou o PAIGC pelos "escolhos" que existem no processo eleitoral, atendendo a que este partido tem tentado, por sistema, travar os esforços do presidente guineense para encontrar soluções que levem à realização do escrutínio.
O porta-voz do PAIGC defendeu ainda que a reacção de Kumba Ialá tem como génese a abordagem crítica do PAIGC à entrada de Francisca Pereira, militante histórica do partido, e Munira Jahuad, também ela militante, para o Governo.
A primeira como ministra de Estado e Conselheira de Kumba Ialá, e a segunda como secretária de Estado da Cooperação Internacional.
O PAIGC garante que estes militantes têm que assumir pessoalmente as suas opções porque não se enquadram, "de forma alguma", na estratégia do partido.
"Numa próxima reunião do `bureau' político do PAIGC a suspensão destes militantes estará em cima da mesa, sendo uma possibilidade que não pode ser descartada", afirmou.
"Se o presidente [Kumba Ialá] pensa que, com esta estratégia, está a formar um Governo de unidade nacional, está enganado", concluiu.
Esta questão do eventual Governo de unidade nacional está a ser fortemente discutida no meio político de Bissau, sendo a entrada das duas militantes do PAIGC para o Governo, bem como do jornalista João de Barros, militante da Plataforma Unida, o "combustível" para a "fornalha".

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