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Maioria dos imigrantes está bem em Portugal
- 17-Jun-2003 - 12:06
África, Brasil e antiga URSS são as grandes regiões de onde vieram o grosso destes cidadãos
Mais de 80 por cento dos imigrantes em Portugal estão satisfeitos com a situação que vivem, apesar de metade deles declarar ganhar entre 500 e mil euros por mês. Os números resultam de uma sondagem à população imigrante feita em Novembro do ano passado em todo o país a 1.051 pessoas pela Universidade Católica, com o apoio do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. O estudo, promovido pelo Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, mostra que a maioria dos imigrantes são homens, com idades entre 25 e 34 anos, e pertencem a três grandes origens: africana, brasileira e países da antiga URSS.
Os imigrantes de leste são de longe os mais qualificados, com 45,2 por cento a declarar ter habilitações superiores, contra apenas 7,9 em relação aos brasileiros e 6,6 aos africanos.
Ainda assim os indivíduos de leste são dos que menos ganham, de acordo com a sondagem, não chegando a seis por cento o número dos que declaram receber mensalmente mais de mil euros.
Quase metade dos imigrantes (48,3 por cento) ganham entre 500 e mil euros, sendo que mais de um terço ganhou no mês anterior ao inquérito entre 350 e 500 euros.
Abaixo de 250 euros - menos 100 euros que o salário mínimo nacional - há a registar uma percentagem de 5,8 e acima de mil uma de 9,7.
Em resumo, 62,4 por cento dos imigrantes de leste, contra 43,1 por cento de africanos e 72,3 de brasileiros têm salários acima dos 500 euros.
Apesar de salários baixos, 38,2 por cento dos imigrantes afirmou-se "muitíssimo" ou "muito satisfeito" com a sua situação, enquanto só 15 por cento se disse "pouco" ou "nada satisfeito", com a maioria, 45,2 por cento, a dizer que estava medianamente satisfeito.
Os autores do estudo ressalvam, no entanto, que estes números podem indiciar baixas expectativas por parte dos imigrantes, pelo que são mais facilmente satisfeitas. Dos três grupos, os brasileiros são os mais satisfeitos, seguidos dos cidadãos de leste e em último lugar os africanos.
É também lugar comum junto da população imigrante que os brasileiros são mais considerados, embora à pergunta "Quantas vezes se sentiu mal por ser imigrante?" 62,9 por cento da totalidade tenha respondido "nunca". A segunda resposta com maior percentagem (18,2) foi "poucas vezes".
Curiosamente, são os imigrantes de leste que mais frequentemente têm o sentimento de nunca terem sido humilhados, quer pela sua condição quer no local de trabalho.
A maioria identifica o conhecimento da língua como o meio principal para se inserir na comunidade e 90 por cento dos imigrantes referidos no estudo diz que já tem amigos portugueses.
Neste caso são os brasileiros quem mais refere os amigos portugueses, seguidos dos cidadãos de leste e depois os cidadãos africanos.
Não será por isso estranho que também os brasileiros tenham menos vontade de regressar ao seu país do que os africanos.
Os autores do estudo já estranham, no entanto, que aqueles que menos querem regressar às origens sejam os cidadãos de leste, com 23 por cento a escolher Portugal para viver e morrer.
Foto: Andre Kosters/LUSA/arquivo

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