As Notícias do Mundo Lusófono
 Notícias de Angola Notícias do Brasil Notícias de Cabo Verde Notícias da Guiné-Bissau Notícias de Moçambique Notícias de Portugal Notícias de São Tomé e Príncipe Notícias de Timor Leste
Ir para a página inicial de Noticias Lusofonas desde 1997 toda a lusofonia aqui
 Pesquisar
 
          em   
 Notícias

 » Angola
 » Brasil

 » Cabo Verde
 » Guiné-Bissau
 » Moçambique
 » Portugal
 » S. Tomé e Príncipe
 » Timor Leste
 » Comunidades
 » CPLP
 
Informação Empresarial
Anuncie no Notícias Lusófonas e divulgue a sua Empresa em toda a Comunidade Lusófona
 Canais


 » Manchete
 » Opinião
 » Entrevistas
 » Comunicados
 » Coluna do Leitor
 » Bocas Lusófonas
 » Lusófias
 » Alto Hama

 » Ser Europeu

Siga-nos no
Siga o Notícias Lusófonas no Twitter
Receba as nossas Notícias


Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui
Add to Google
 Serviços

 » Classificados
 » Meteorologia
 » Postais Virtuais
 » Correio

 » Índice de Negócios
 
Venha tomar um cafezinho connoscoConversas
no
Café Luso
 
  Cabo Verde
2.526 crianças sem registo de nascimento
- 17-Jun-2003 - 14:46

Cabo Verde tem 2.526 menores sem registo de nascimento, revelou segunda-feira a representação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no país, por ocasião do Dia da Criança Africana.


Os dados foram avançados durante uma jornada de reflexão sobre o tema, proposta pela União Africana para assinalar a efeméride, por considerar que o direito ao nome é fundamental para o respeito de outros direitos de que os menores em África vêm sendo privados.

A situação abrange mais especificamente crianças dos 0 aos 10 anos e, dentro desta faixa, as de menos de 3 anos, sendo os concelhos mais afectados Praia e Santa Cruz, na ilha de Santiago, bem como S. Filipe e Mosteiros, na ilha do Fogo.

Os dados apresentados, com base num estudo realizado em todo o país, referem o caso específico dos "rabelados", uma comunidade do interior da ilha de Santiago regida por normas culturais e religiosas próprias, e onde o número de crianças sem registo de nascimento representa dois por cento do total.

Tratando-se de uma comunidade que se auto-exclui voluntariamente da sociedade, o estudo sugere um tratamento especial para o caso dos "rabelados", porque "a norma cultural prevalece sobre qualquer norma legal".

Assim, este caso específico contribui largamente para que a ilha de Santiago seja a região mais atingida pelo fenómeno, e dentro dela, o concelho da Praia, que alberga 27 por cento das crianças indocumentadas do arquipélago.

Seguem-se, ainda na ilha de Santiago, Santa Cruz (19 por cento), S. Filipe (12 por cento) e Mosteiros (oito por cento), ambos na ilha do Fogo, S. Miguel, também em Santiago (sete por cento).

No interior de Santiago, o concelho onde se assinalam menos crianças indocumentadas é o de S. Catarina (quatro por cento), que se situa mesmo abaixo de S. Vicente, o segundo maior centro urbano do país depois da Cidade da Praia, com seis por cento e quase ao mesmo nível da ilha do Sal (3,3 por cento).

Nos restantes concelhos o fenómeno é quase inexistente, se forem considerados os números globais recenseados, mas para isso contribui a densidade populacional, por exemplo da Boa Vista, onde o número de habitantes é de menos de 5.000.

A jornada de reflexão de segunda-feira teve como alvo os profissionais da comunicação social, que a UNICEF, através da sua representante na Cidade da Praia, Bintou Keita, considerou um "parceiro importante" para a sensibilização dos pais no sentido de registarem os filhos à nascença.

Aquela responsável apelou ao empenho dos profissionais do sector enquanto "formadores de consciência", acrescentando que "são eles que preparam e veiculam as mensagens visando a mudança de comportamentos e atitudes" em relação aos fenómenos negativos da sociedade.

A abertura da jornada coube ao presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Aristides Raimundo Lima, que passou em revista a situação existente em África no que toca ao respeito pelos direitos dos mais pequenos e onde, segundo o próprio, "há mais crianças com armas na mão do que crianças com livros na mão".

Aristides Raimundo Lima congratulou-se com os avanços que o arquipélago tem conhecido na promoção dos direitos infantis, mas não deixou de referenciar o muito que resta por fazer, citando entre as tarefas mais urgentes o combate ao fenómeno das crianças sem registo.

A população cabo-verdiana residente no país ronda os 435 mil habitantes.

Marque este Artigo nos Marcadores Sociais Lusófonos




Ver Arquivo


 
   
 


 Ligações

 Jornais Comunidades
 
         
  Copyright © 2009 Notícias Lusófonas - A Lusofonia aqui em primeira mão | Sobre Nós | Anunciar | Contacte-nos

 edição Portugal em Linha - o portal da Comunidade Lusófona Web Design Portugal Algarve por NOVAimagem