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using defalts layout Um barco com cinco mil toneladas de arroz, importado da Ásia, está atracado no porto de Bissau desde sexta-feira para descarregar o cereal "que irá abastecer o mercado e fazer baixar o preço", disse o ministro do Comércio, Botche Candé.

"Brevemente chegarão ao país mais 10 mil toneladas", precisou o governante, anunciando que o arroz importado pelo Governo será vendido a 14.500 francos CFA (22,13 euros) um saco de 50 quilogramas em Bissau e 14.800 (22,59 euros) no interior do país.

"Quem for apanhado a vender mais do que o preço estipulado terá problemas com o Governo. Os nossos fiscais estarão por toda a parte", declarou o ministro do Comércio.

O custo de um saco de arroz de 50 quilogramas varia actualmente entre 18.000 e 22.500 francos CFA (34,35 euros).

Em meados do ano passado e numa altura em que a crise dos alimentos se fez sentir de forma séria na Guiné-Bissau, o saco de arroz chegou a ser comercializado a 25.000 francos CFA (38,16 euros).

Para o ministro do Comércio guineense, não faz sentido que o preço do arroz continue alto na Guiné-Bissau, quando a nível internacional o produto é comercializado a preços acessíveis.

"O preço do petróleo baixou no mercado internacional, porque é que o preço do arroz não pode baixar na Guiné-Bissau?", questionou Botche Candé.

As rádios de Bissau estão a produzir programas especiais sobre a baixa do preço do arroz no mercado, saudando a decisão do Governo, mas os comerciantes que importam o cereal condenam a medida, considerando-a prejudicial para a economia do país.

Os importadores afirmam que o Governo não levou em conta o facto de terem grandes quantidades de arroz armazenadas.

"O Governo está apenas a cumprir com as suas promessas eleitorais e a promover a competitividade interna a nível dos preços dos produtos da primeira necessidade", disse Jaimantino Có, director-geral do Comércio, quando foi confrontado por uma rádio privada de Bissau com as queixas dos comerciantes.

Jaimantino Có afirmou ainda que o Governo estará atento aos especuladores do preço do arroz ou aqueles que irão tentar açambarcar o cereal para vender mais tarde.

"Quem tentar especular o preço ou açambarcar o produto vai ter chatices com o Governo", enfatizou o director-geral do Comércio guineense.